O grupo de alunos que ocupa o Salão de Atos da Reitoria há 16 dias pede modificações na proposta apresentada pela administração no dia 10 de junho. Os estudantes sugerem a criação de um Conselho de Moradia Estudantil, online pedem a adoção de medidas para aumentar a segurança e a circulação de ônibus no campus.
O conselho seria formado por alunos e profissionais, capsule como assistentes sociais, medicine psicólogos e pedagogos. O órgão teria a responsabilidade de acompanhar a política de assistência estudantil, deliberar sobre a saída de alunos da Casa do Estudante Universitário e revisar as normas da residência elaboradas e aprovadas pela Câmara de Assuntos Comunitários em 2008. Para os alunos, a nova minuta deve ser preparada por uma comissão paritária.
Os jovens pedem ainda mais iluminação no trajeto que liga a Casa do Estudante Universitário ao Minhocão, o ICC ao novo prédio da Química e dos diferentes prédios até a L2. Outra reivindicação do grupo é que a circulação do ônibus interno da universidade seja maior. Os intervalos seriam reduzidos para meia hora entre uma saída e outra, em vez de uma hora. A proposta é que os veículos também transitem entre os quatro campi.
Audiência
A política de segurança e de funcionamento do HUB também estão entre as contrapropostas apresentadas pelos alunos. Eles são contrários às terceirizações dos vigilantes e à intervenção da PM no campus. Sobre o hospital, pedem auditoria e divulgação dos gastos. “Esperamos uma resposta do reitor que não seja ampla e vaga, com prazos e metas”, disse o estudante da Filosofia e morador da CEU, Antônio Marques, que participa da ocupação.
A saída da decana de Assuntos Comunitários, Rachel Nunes, que no início da ocupação estava entre as reivindicações dos alunos, foi retirada do documento apresentado por eles. Em vez disso, pediram “mudança da atual política de assistência estudantil”.
Quando foi entregue a contraproposta, durante a reunião do Consuni, o reitor José Geraldo de Sousa Junior comprometeu-se em realizar uma audiência pública para discutir assistência estudantil. O encontro está marcado para sexta-feira, 26 de junho. A gestão já realizou reuniões nesse formato em 2009.
Manifesto
O estudante Tiago Noronha Jardim, do 3º semestre de História, recolhe desde a noite de terça-feira, 23 de junho, assinaturas contra a permanência dos alunos no Salão de Atos. Até a noite de quarta, 221 pessoas apoiavam o movimento. Os universitários que assinaram o documento defendem o fim da ocupação e a continuidade do debate sobre as demandas da assistência estudantil. “Nós temos que manter uma unidade, eles não podem falar por todos os estudantes”, disse Tiago Jardim.