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Brasília

Algumas famílias, por falta de informação, não participam do levantamento do Censo

Arquivo Geral

28/08/2010 11h40

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Censo 2010 segue a todo vapor. Prestes a completar um mês de pesquisas, os entrevistadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm mantido um ritmo forte de trabalho. Na maior parte dos casos, os recenseadores têm sido bem recebidos pelo cidadão. Mas, por vezes, esbarram na falta de informações sobre o trabalho de pesquisa e na desconfiança de uma parcela da população – segundo o IBGE, em cerca de 1% dos domicílios visitados até agora no Distrito Federal, os pesquisadores encontraram resistência.

 

A falta de informações sobre o trabalho de pesquisa é o principal motivo alegado pelos cidadãos para não responderem ao questionário, aponta a coordenadora de operação do Censo 2010 no DF, Verônica Magalhães. “Acredito que algumas pessoas não têm consciência de que as informações que eles vão passar para o recenseador têm o sigilo garantido por lei”, afirmou, acrescentando que a resistência tem sido mais comum entre moradores de classes mais baixas. 

 

Os dados fornecidos pelo morador somente podem ser utilizados para fins estatísticos. “Por exemplo: a pessoa tem uma dívida, ou o lote onde ela vive está irregular. Ela teme responder ao questionário, com medo de que o governo tire sua casa, ou faça cobranças. Mas as pessoas têm que entender que essas informações não são passadas para outro órgão e não poderão ser usadas de outra maneira”, explicou Verônica.

 

 

Procedimento


Quando o morador se recusa a fornecer as informações, o recenseador tenta sensibilizá-lo sobre a importância do Censo. “Ele explica que os dados que o cidadão fornece servirão como base para a formulação de políticas públicas”, disse a coordenadora do Censo no DF. Também é oferecido ao cidadão a opção de responder ao questionário via internet. Em último caso, o entrevistador retorna à residência acompanhado de seu supervisor de área, para tentar convencer a pessoa a responder. 

 

Outro problema tem sido responsável pela resistência dos moradores em receber os entrevistadores do IBGE. O órgão tem recebido diversas denúncias de cidadãos que garantem terem sido visitados por pessoas que se passam por recenseadores para fazer propaganda política. “Isso tem acontecido, as pessoas têm confundido o recenseador com cabos eleitorais e pessoas que fazem propagandas políticas”, contou Verônica.   

 

O recenseador Vilmar Vasconcelos dos Santos adotou uma estratégia para evitar ouvir respostas negativas dos moradores. “Primeiro, eu passo na região que vou atuar entregando panfletos e explicando o meu trabalho. Depois é que eu volto para fazer as pesquisas”, contou. Vilmar, que aplica o questionário nas quadras de Ceilândia Sul, garante que a tática tem dado certo. “Pelo menos comigo, as pessoas tem tido boa vontade. Não tenho encontrado resistência”, completou.

 

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