Menu
Brasília

Alfabetização transforma vidas

Arquivo Geral

19/03/2010 11h41

As possibilidades de um futuro melhor tornaram-se mais próximas da realidade para a babá Maria de Fátima Oliveira Sousa. Aos 48 anos, casada e mãe de seis filhos, ela finalmente aprendeu a ler e escrever. Isso somente foi possível com o apoio do Projeto ABC-DF – Programa de Erradicação do Analfabetismo – realizado pela Secretaria de Educação em parceria com a organização da sociedade civil sem fins lucrativos, Alfabetização Solidária (AlfaSol). Maria de Fátima conta que nunca estudou porque o trabalho desde cedo ocupou mais tempo em sua vida do que os estudos. “Eu tinha que trabalhar para criar meus seis filhos”, afirmou.
      

A história dela é muito comum entre os 9.200 formandos da quinta etapa do Projeto ABC-DF. Nesta quinta-feira (18), Maria de Fátima juntou-se aos colegas de curso no auditório do Centro de Convenções Ulisses Guimarães para receber seu primeiro diploma. “Mudou tudo na minha vida. Já sei ler e escrever. Faço minhas próprias continhas e escrevi uma carta para minha mãe que mora no Piauí. Eu não quero parar por aí. Quero ser psicóloga”, disse orgulhosa.
      

A oradora escolhida para representar a turma foi Paulina Maria de Conceição, de 70 anos, doméstica aposentada. Ela não conteve a alegria ao convidar os parentes para a formatura. “Ela estava em êxtase. Acho que ela nunca imaginou chegar a participar de um momento como esse. Isso é o máximo para ela. A auto-estima dela melhorou muito”, conta a sobrinha dela, Gloria Maria de Moura, de 28 anos.  Em seu discurso, Paulina afirmou que o mundo ficou diferente. “Com esse projeto podemos enxergar e entender melhor as coisas que acontecem no mundo. Agora já sabemos ler a Bíblia, escrever cartas, preencher fichas, tirar documentos e pegar nosso ônibus. Passamos até a conhecer melhor os nossos direitos. O mundo está muito mais colorido”, disse.

      
A secretária de Educação, Eunice Santos, representou o governador em exercício, Wilson Lima, no evento. Ela fez questão de reafirmar o compromisso do governo em garantir os recursos necessários para a realização e continuidade do projeto. Segundo a secretária, por ano são investidos R$ 7 milhões de reais. “Esse é um projeto muito importante. A alfabetização de adultos resgata a cidadania e permite que essas pessoas sejam efetivamente incluídas na sociedade”, afirmou.
      

Em três anos, o ABC-DF já atendeu cerca de 50 mil jovens e adultos. O coordenador do projeto, Sinval Lucas de Souza, define o programa como um transformador de vidas e formador de cidadãos. “Vai muito além de ensinar a ler e escrever”, garante. O projeto tem três fases. Na primeira, a pessoa aprende a ler e escrever. Depois é encaminhada ao primeiro segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para dar continuidade aos estudos. A última fase é voltada para uma capacitação profissional.

A rede do projeto também inclui outros parceiros fundamentais como escolas, associações comunitárias, igrejas e instituições de Ensino Superior (IES). São mais de três mil alfabetizadores e mais de 400 pessoas envolvidas nas atividades do ABC-DF.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado