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Brasília

Alegria e lazer para pacientes de hospital em Taguatinga

Arquivo Geral

22/02/2015 8h30

Bárbara Fragoso
Especial para o Jornal de Brasília

Na tarde de ontem, pacientes, familiares e servidores do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), antigo HPAP de Taguatinga, participaram de uma Edição Pílula do projeto PicniK, parceiro do Circuito de Ocupação Cultural para Saúde. Cerca de 150 pessoas estiveram presentes. 

A programação diversificada abrangeu workshops de mandalas e petecas, aulas de yoga, tai chi chuan, dança e corte de cabelo. O dia ensolarado foi marcado com brincadeiras na grama, degustação de sucos naturais, pipoca, cupcakes e algodão doce.

Segundo diretor do hospital, Ricardo Lins, o evento foi uma forma de interação por meio de atividades culturais com as 110 pessoas internadas. “É fundamental que as práticas de sociabilização estejam presentes, já que realmente melhoram os quadros de quem está  aqui”, afirma.

O trabalho de cenografia e ambientação sonora ficou por conta dos organizadores e o embalo musical comandado pelos DJs do projeto: The Miguelitos e Droid-on. 

De acordo com um dos coordenadores, Vittor Ibanes, a ideia é levar artistas locais para as unidades de saúde do DF. “Muitas vezes, os pacientes ficam ociosos. O evento é uma forma de apoio muito forte para a terapia. Até a autoestima deles fica mais elevada”, garante.

 A budista Cristina Rodrigues, 55 anos, se dispôs a ajudar como voluntária. “Quando cheguei aqui, perguntei à organização o que tinha a fazer e me responderam que precisavam de alguém para cortar as  unhas dos pacientes”, conta. 

 Alegria

Há duas semanas, a filha de Cleide Rodrigues, 49 anos, está internada na unidade. A mãe notou diferença no comportamento da menina em relação a sexta-feira. “A Jéssica estava muito nervosa. Agora, ela está bem e muito feliz”, observa. 

Casado há 30 anos com Marilene dos Santos, 47, Joel Pereira, 55, acompanha a mulher, que está hospitalizada há 13 dias. “O evento é de pura descontração. Ela está mais calma e se divertindo”, diz. “Nunca fui tão bem tratada. Já dancei e pulei na cama elástica”, disse.

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