Da Redação
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“Alcoolismo é a doença da negação”, assim define Antônio Souza (nome fictício), participante do Programa dos Alcoólicos Anônimos há 18 anos. A enfermidade, assim definida pelos frequentadores, atinge todo tipo de gente, desde os mais ricos até os mais abastados, e não distingue sexo ou idade. “Estamos sujeitos a cair a qualquer momento”, conta Antônio. “É uma doença incurável, reflexiva e de terminação fatal, na medida em que você pode adquirir outras por meio dela”, explica. Tudo começa com um primeiro gole, sucedido por tantos outros. “Comecei com uma merrequinha, o alcoólico não precisa de ocasião, bebe a qualquer momento”, explica.
Em todo o Distrito Federal existem cerca de 90 grupos de apoio. “Não distinguimos o número de membros de cada um, não fazemos dados estatísticos”, conta. A faixa etária dos frequentadores tem mudado com o passar do tempo. “Deduzimos que há 15 anos as pessoas vinham mais detonadas e mais velhas”, explica. Hoje, o maior grupo é de pessoas entre 30 a 40 anos, mas existem casos de grupos de 20 a 30 também. Ele conta que o número de mulheres também tem aumentado. “Vem crescendo, e elas ainda sofrem mais preconceito”, diz.
O apoio da família geralmente é encarado com aversão. “Normalmente o alcoólatra desconfia”, diz. Pai de dois filhos, e avó de seis netas, Antônio ressalta a força do Programa. “O bom é a fortaleza que ele nos oferece”, relata.
Confira os passos do programa dos Álcoolicos Anônimos na edição desta segunda-feira (28) do Jornal de Brasília.