Marina Marquez
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A Creche Jesus Vive, onde o menino Pedro Henrique de Jesus Bezerra, de três anos, morreu no último dia 2 de setembro, esmagado por uma televisão, reabriu as portas sem alvará de funcionamento e credenciamento da Secretaria de Educação. Após o acidente o local ficou fechado por uma semana, mas voltou a funcionar na última segunda-feira, no mesmo endereço.
De acordo com a Administração de Brasília, a situação da creche continua irregular. Eles possuíam o alvará precário, que deixou de ter validade com um decreto distrital e continuaram funcionando, mesmo depois disso. “A situação da creche é irregular. Se a Agefis for no local, pode ser fechada, já que o alvará permanente não foi concedido”, informou a Assessoria de Imprensa da Administração.
Na Secretaria de Educação, o problema da creche também não foi solucionado. “Eles não possuem o credenciamento junto à Secretaria, que permite que se funcione seguindo as regras básicas de uma instituição de ensino”, explica a Assessoria de Comunicação. Quando é informado que um local funciona descredenciado, a Secretaria faz uma inspeção e a escola é citada para regularizar a situação. “Soubemos após o acidente da irregularidade, mas como a creche fechou, não fomos lá. Eles não podiam ter reaberto sem antes vir aqui”.
A reportagem do Jornal de Brasília esteve na creche, por volta das 15h de ontem. As crianças brincavam e em nenhum momento os responsáveis pela instituição negaram o funcionamento. No entanto, não quiseram se pronunciar. Por telefone, o advogado da creche, Alzés Siqueira de Oliveira, informou que o Governo do Distrito Federal foi comunicado da reabertura. “Tinhamos fechado após o acidente, mas as mães ligaram muito, pedindo que reabríssemos para acolher os meninos, e resolvemos abrir”, diz.
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