Quarenta e dois conjuntos de poços (um raso de até 30 metros e outro profundo de até 150 metros de profundidade), nos domínios poroso e fraturado – estrategicamente perfurados – que formam a rede de monitoramento de água subterrânea da ADASA já estão em operação, garantindo o fornecimento de informações sobre a quantidade e a qualidade das águas do subsolo de todo o território do Distrito Federal.
A rede é uma das ferramentas do Centro de Operação das Águas – COA, de grande importância para a tomada de decisões da ADASA na gestão dos recursos hídricos do DF. Esse sistema complementará as informações obtidas pelas 42 estações de monitoramento das águas superficiais, determinando as potencialidades e as efetivas disponibilidades de todos os sistemas hidro-geológicos do Distrito Federal. Os dados obtidos, após análise, serão disponibilizados para toda a comunidade – usuários, instituições públicas e privadas, ONG`s, mídia, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
No monitoramento das águas subterrâneas serão realizadas medições periódicas de nível estático (nível da água que se encontra no poço sem bombeamento) e a análises de qualidade de água, incluindo parâmetros físico-químicos (condutividade, temperatura, turbidez, alcalinidade, dureza, ferro, pH, cloretos e manganês) e microbiológicos (Coliformes totais e Escherichia coli – indicadores de contaminação fecal).
De posse desses dados, afirma a bióloga Camila Campos, a ADASA terá condições de acompanhar a qualidade da água do lençol freático do DF, permitindo ações voltadas para a preservação dessa importante fonte hídrica não visível, mas de fundamental importância para o abastecimento humano, agora e no futuro.
Os primeiros dados capturados no primeiro grupo de poços (28) começarão a ser divulgados a partir do próximo mês. Segundo Camila Campos, os resultados e as análises de todos os conjunto de poços ficarão prontos em abril. A partir de então, a cada três meses, a sociedade terá informações sobre a qualidade e a quantidades das águas do nosso subsolo.
Águas superficiais
A ADASA já dispõe de uma rede de monitoramento das águas superficiais, formada por 42 estações fluviométricas e pluviométricas espalhadas por todo o DF. Dados diários de nível, vazão e pluviosidade são gerados e armazenados em “datalogger”, além de leituras manuais realizadas por observadores em cada estação.
Essa rede também opera no monitoramento da qualidade das águas. Amostras são coletadas para análise em cada uma das estações e em outros cinco pontos de grande importância para o DF – quatro tributários e a barragem do Paranoá.
Para monitorar em tempo real a quantidade de água disponível em importantes mananciais do DF, está sendo instalada uma rede de telemetria, estratégica para a gestão de recursos hídricos realizada pela ADASA. Os equipamentos coletarão dados de nível, pluviosidade e imagens, que serão transmitidas ao COA, garantindo aos técnicos mais uma poderosa ferramenta de precisão para o controle dos corpos hídricos do DF.