Kamila Farias
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A água para o consumo humano no Distrito Federal está com disponibilidade hídrica abaixo do recomendado – cerca de 1,3 mil metros cúbicos ao ano por habitante –, sendo que o nível indicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 1,5 mil metros cúbicos. Estados como Alagoas e Rio Grande do Norte possuem índices maiores, de 1,545 e 1,523 mil metros cúbicos ano/habitante, respectivamente.
Segundo o professor Daniel Sant’Ana, da Universidade de Brasília (UnB), a população do DF precisa se conscientizar. “Quando a gente começa a buscar recursos longe para suprir uma grande demanda, como acontece com Corumbá IV, é um sinal de escassez hídrica”, aponta.
Na busca de meios para amenizar os problemas com os recursos hídricos no DF, o professor fez um estudo sobre consumo e reuso da água em 120 residências. Segundo o estudo, o reuso de água da chuva em Ceilândia é até 63% maior que no Lago Sul. “Pude verificar o quanto a pessoa está disposta a investir no equipamento economizador de água e, apesar dessa preocupação com os recursos hídricos, não estão dispostas a pagar caro”, diz o professor.
No entanto, existem equipamentos que podem ser usados por todos, como o sistema de reutilização da água de chuva e a cinza (água de drenagem de pias de banheiro, banheiras, chuveiros e máquinas de lavar), além de válvulas de descarga e chuveiro de baixa potência.
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