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Brasília

Água é um perigo nas escolas do DF

Arquivo Geral

25/02/2009 0h00

Crianças de escolas do Distrito Federal podem estar sofrendo um grande risco à saúde. Mais de 70 mil estudantes estariam sem acesso à água potável em 132 escolas. O levantamento foi feito pelo gabinete do distrital Dr. Charles, viagra que a partir daí apresentou um projeto de lei tornando obrigatório o fornecimento de água em plenas condições de consumo em todas as escolas da rede pública e privada, buy information pills bem como nas faculdades e universidades do DF.


O levantamento foi realizado no primeiro semestre de 2008, this e os dados obtidos são referentes a 2007. Dos mais de 73 mil estudantes, 23.386 estariam nas áreas rurais do DF. No perímetro urbano, a situação mais crítica se econtra no Paranoá, com 21.324 alunos bebendo água imprópria para o consumo.


Em seguida vem São Sebastião, com 19.735 estudantes prejudicados, Vicente Pires, com 442 e Colônia Agrícola Samabaia com 342 crianças e adolescentes. Na Granja do Torto seriam mais 255 alunos e em Arniqueira outros 166. No Condomínio Planaltina seriam 2.093 alunos bebendo água imprópria, enquanto que no Condomínio Privê, em Ceilândia, seriam 455 estudantes recebendo este tipo de tratamento pelo Estado.


No Sítio Novo Gama, em Santa Maria, 1.313 crianças e adolescentes estariam nessa situação e no Riacho Fundo mais 389. Na BR-22, no Lago Norte, outra escola também estaria permitindo que seus 356 estudantes bebam água imprópria e na Vila Estrutural 1.318 estudantes podem correr o risco de contrair doenças pela água.


Queixas de diretores


O autor da proposta afirma que recebeu inúmeras queixas de diretores de escolas a respeito da qualidade da água. Na própria
justificativa da proposta, o parlamentar afirma que “segundo dados oficiais da saúde, a demanda de atendimento nos hospitais
públicos e particulares de alunos com diarréia é muito grande, provavelmente da contaminação da água consumida nas escolas”. Não consta, no entanto, que dados seriam esses.


Segundo Dr. Charles, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou que envia água potável às escolas. O grande problema, contudo, seria causado nos locais onde a Caesb ainda não chegou. “Em muitas escolas, principalmente nas áreas rurais, a água vem de poços”, ressalta Dr. Charles.


Ele atribui o problema ao fato de que muitos desses poços contenham água contaminada por estarem próximas à fossas. “Mesmo que os casos fossem poquíssimos, não poderíamos deixar acontecer”, completou. Por sua vez, a Secretaria de Educação afirmou que tem como política não se pronunciar sobre projetos que ainda não foram aprovados e sancionados. Entretanto, a assessoria de imprensa do órgão negou que falte água potável nas escolas do DF. A informação é de que todas as unidades educacionais possuem filtros em suas caixas d’água – independentemente do abastecimento ser feito pela Caesb ou por poços artesianos – e que a água que sai de todas as torneiras das escolas é própria para o consumo.


Laudo técnico


Pelo projeto, semestralmente as instituições de ensino devem solicitar laudo técnico de controle de qualidade da água à Secretaria de Saúde. O projeto prevê multas para a instituição que descumprir a determinação. Em caso de reincidência, a instituição poderá ser interditada até que o laudo seja expedido. A proposta foi apresentada em fevereiro de 2007 e está na ordem do dia desde agosto passado.

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