Rener Lopes e Maria Rita Almeida
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Agentes penitenciários que atuam na Penitenciária de Brasília (Papuda) e estão em greve, suspenderam a visita de familiares de detentos na manhã desta quarta-feira (10).
Por conta disso, familiares dos presidiários protestaram em frente a Papuda. As famílias tinham a intenção de levar nessa sexta-feira (12) menores para que os pais detentos pudessem vê-los. Durante os protestos, o fogo que pegava na mata próxima a penitenciaria preocupou quem estava de fora e chegou-se a cogitar uma suposta rebelião.
No entanto, a diretoria do presídio informou que a situação dentro da Papuda é normal. Ainda segundo a diretoria, os presos já foram informados sobre o cancelamento das visitas, que ocorrem de 15 em 15 dias.
Segundo o presidente do sindicato dos agentes carcerários, Wesley Bastos, em entrevista à TV Record, a situação está controlada, mas a falta de investimentos do Governo local vem prejudicando a situação: “Não seria difícil ocorrer uma rebelião”, afirmou.
Os agentes reivindicam a volta da concessão do porte de armas de fogo, que foi retirada por ato assinado pelo governo do DF ontem (09) e melhores condições de segurança, pois estariam sendo ameaçados de morte.
Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar a próxima visitação dos presos só será feita com segurança: “Estamos fazendo o possível para resolver esse impasse e deixar a situação sob controle, não queremos colocar a vida de ninguém em risco, caso essa greve continue iremos contar com policiais militares e bombeiros de forma que as próximas visitas sejam asseguradas”.
Haverá uma reunião na parte da tarde para saber se a visita está confirmada para esta quinta-feira (11).