Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Um agente penitenciário de Goiás foi espancado, esfaqueado, amordaçado e algemado em uma árvore, durante um suposto sequestro relâmpago ocorrido às margens da DF-080, em Brazlândia. Ele foi abandonado em uma área de Cerrado, próximo ao trecho da rodovia conhecido como sete curvas. O carro que ele dirigia, um Gol cinza, ficou parcialmente carbonizado.
O agente D.S.M., de 37 anos, foi encontrado desmaiado. Segundo a polícia, só não morreu queimado porque um caminhoneiro passou pela rodovia e viu o mato e o carro pegando fogo. O motorista chamou o Corpo de Bombeiros, que em uma ação rápida conseguiu conter as chamas e resgatar a vítima.
O agente foi levado de helicóptero para o Hospital de Base (HBDF) com lesões provocadas por facadas e espancamento, mas não corre risco de morte. De acordo com os bombeiros, a vítima apresentava sintomas de fratura na coluna e seria submetido a exames para averiguar a gravidade dos ferimentos.
Segundo informações da polícia, o agente havia saído do trabalho, no Centro de Atendimento Sócio Educativo (Case), em Luziânia (GO), e seguia para casa, em Águas Lindas (GO), Região Metropolitana do DF.
Abordagem
Segundo a polícia, D.S.M. teria parado o carro na rodovia para urinar e foi surpreendido por dois homens armados. Eles teriam anunciado o assalto e levaram a vítima para o matagal. Depois de roubar o dinheiro do agente, o agrediram a golpes de faca. A polícia procura os suspeitos e espera que o agente se recupere para interrogá-lo.
Policiais da Companhia de Polícia Rodoviária Militar (CPMV) foram chamados para ajudar nas buscas aos suspeitos. Uma equipe vasculhou a área onde o agente foi encontrado, mas não conseguiu encontrar pistas que possam levar os investigadores a identificar e localizar os criminosos.
Não está descartada a hipótese de a vítima ter sido agredida em função da atividade que desenvolve na Polícia Civil de Goiás. No carro dele, investigadores encontraram um colete à prova de balas e documentos pessoais. Até o fechamento desta edição, os envolvidos não haviam sido presos.