Uma ação das forças de segurança terminou com dois policiais militares supostamente feridos por um agente da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRRF), na tarde de sexta-feira (28). De acordo com o relato de testemunhas à polícia, os dois militares à paisana desconfiaram de um carro no estacionamento de um shopping do Riacho Fundo I, e decidiram abordá-lo. Eles, porém, não sabiam que o veículo descaracterizado era uma viatura da DRRF, conduzida pelo agente. O policial civil teria recusado a revista e atirado contra a dupla.
Um tiro atingiu o pulmão do sargento, identificado como Gaspar. Outro acertou de raspão o braço do colega Márcio de Matos. Ambos são lotados no 28º Batalhão da PM.
Flagrante
Em seguida, o agente da PCDF, identificado como Rodrigo, teria deixado o local sem prestar socorro às vítimas. Ele, porém, foi preso por uma equipe da PM que fazia a ronda na localidade.
Os policiais militares teriam precisado agir com uso da força para evitar que colegas agredissem Rodrigo. Na 29ª DP (Riacho Fundo), o agente ainda aparentava nervosismo. “Ele batia na parede, pedindo para que o liberassem”, disse um PM, que não se identificou.
Em nota, a Direção da Polícia Civil se limitou a explicar que somente irá se manifestar após “a devida apuração de todas as circunstâncias do fato”.
De acordo a PM, o sargento Gaspar precisou fazer um dreno no órgão atingido e está fora de perigo. Já Márcio recebeu alta ontem mesmo do Hospital de Base.
A Polícia Civil não explicou se o agente Rodrigo estava a serviço e por que estava sozinho, quando o regimento da corporação determina que cada equipe tenha, pelo menos, dois policiais na viatura.
Conforme a versão dos militares na 29ª DP, eles informaram ao agente que se tratava de uma guarnição da PM. Mas, mesmo assim, o suspeito teria se recusado a obedecer a determinação para que se identificasse e saísse do carro. “Em vez disso, ele atirou”, conta um policial.
Saiba mais
O Serviço Velado da polícia, chamado de P2, tem como atribuição investigar policiais que cometem desvio de conduta.
A corporação também utiliza os servidores à paisana nas investigações.