Júlia Carneiro
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A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) deu início na noite de ontem à operação de fiscalização nas boates e bares de todo o Distrito Federal. A ação foi determinada pelo Palácio do Buriti no mesmo dia em que ocorreu a tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde 235 jovens morreram após o incêndio em uma boate.
Duas casas noturnas no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) foram interditadas por falta de documentação. Os estabelecimentos só poderão abrir as portas novamente após regularizarem a papelada.
A casa noturna Apple’s, na quadra 02 do Setor de Indústrias Gráficas, foi a primeira a ser interditada na noite. O alvará estava vencido desde o dia 31 de dezembro e só poderá voltar a funcionar após regularizar a situação.
O segundo local fechado foi o Primeiro Cozinha de Bar, boteco que abriu há 30 dias na área do Sudoeste e ainda não tem a licença de funcionamento. De acordo com Paulo José, fiscal da Agefis, apesar do objetivo da operação ser somente a vistoria de documentação, o bar tem outras irregularidades visíveis. “A localização desse bar é completamente irregular, isso é ocupação de área pública”, confessa.
Procurado pela reportagem, o responsável pelo bar afirmou que todo o processo de liberação está em andamento na Administração Regional de Brasília, todos os documentos foram entregues antes da abertura e as vistorias marcadas, mas que a casa está esperando o processo burocrático.
Na hora da operação, o local estava lotado e teve um prazo de uma hora para fechar. Augusto Paludo, 25 anos, advogado, estava bebendo com os amigos no momento e mesmo assim aplaudiu a ação da Agefis.
“Sou um defensor da lei, então acho que para um local desses funcionar, tudo deve estar legal. Depois do que aconteceu no Sul, a fiscalização deve ser reforçada mesmo. Infelizmente, as pessoas que estão aqui no bar terão que sair, mas isso é em benefício da sociedade”, acredita Augusto.