Os acidentes na água aumentam a cada ano, alerta o Corpo de Bombeiros. Segundo dados do Grupamento de Busca e Salvamento, de janeiro a novembro de 2013 houve 58 casos, cinco afogamentos a mais que no ano de 2012. Neste fim de semana, foram pelo menos dois – ambos de crianças. Um deles ocorreu no Piscinão do Lago Norte, localizado próximo ao setor de mansões do bairro, onde a frequência de casos preocupa os bombeiros e as famílias que frequentam o local.
Por volta das 13h20 de ontem, uma criança de 6 anos se afogou enquanto pescava na beira do Lago. Júlio César dos Santos Barreto está internado na UTI do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O menino tinha ido com a família ao piscinão pela primeira vez e, segundo o pai do garoto, o cozinheiro Júlio César dos Santos Costa, 37, o filho passou mais de quatro minutos debaixo da água.
“Ele desapareceu em questão de segundos e nós só conseguimos encontrar o corpo dele por causa da vara de pescar, que estava boiando. Ele estava desacordado e todo roxo. Meu filho tem medo de água, foi uma enorme fatalidade”, lamenta o pai, que afirma ter saído da igreja para curtir o dia com os filhos.
“Só quero o meu filho de volta”, gritava a mãe da vítima em frente ao hospital, a dona de casa Sheila Barreto, 35 anos.
O ocorrido abalou não apenas a família, mas também muitas pessoas que passaram o dia no piscinão. Para a auxiliar administrativa Silvaneide Amorim, 25 anos, o local precisa de mais segurança. “A quantidade de bombeiros é pouca e, além disso, eles precisam circular mais. Porém, não podemos negar que os pais também precisam ficar em alerta”, declara.
O piscinão é palco de muitos exageros, ressalta o sargento Renato Gontijo. Segundo o bombeiro, em quase todo o fim de semana é registrado um caso no local, sendo o consumo exagerado de bebidas alcoólicas uma das principais causas dos acidentes. “Quando tem sol, o piscinão recebe mais de mil pessoas e são muitas crianças brincando no Lago . Com o consumo de álcool, muitos familiares descuidam dos menores”, observa.