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Brasília

Adolescentes são apreendidos após incendiar escola em Ceilândia

Arquivo Geral

14/06/2016 21h00

Atualizada 15/06/2016 0h35

Foto: Kleber Lima

Tainá Morais

taina.morais@jornaldebrasilia.com.br

Três adolescentes, entre 12 e 13 anos, foram apreendidos após atear fogo em uma sala de aula da Escola Classe 15, localizada na QNN 8/10, em Ceilândia. O crime ocorreu por volta das 19h desse domingo (12). De acordo com a Polícia Civil, o vigilante do local avistou os menores pulando o muro da escola e, poucos minutos depois, sentiu o cheiro da fumaça.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Victor Dan, os três são ex-alunos da instituição e, na última semana, haviam ameaçado a vice-diretora da escola. “Dias antes do crime, os alunos tinham escrito em uma parede o nome da diretora e diversas ameaças. No domingo, eles incendiaram a mesma sala, danificando cerca de 120 livros didáticos, televisão, cadeiras, mesas e materiais pedagógicos”, relatou Dan.

O trio confessou o crime e foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde foram autuados por ato infracional análogo ao crime incêndio.

Ação

Os menores teriam pulado o muro da escola por volta das 19h. “Quando o fogo se alastrou, o vigilante acionou o Corpo de Bombeiros, que foi até o local para controlar o incêndio”, disse o delegado.

Em depoimento, os suspeitos disseram que pularam na escola para pegar uma bola que havia caído dentro do estabelecimento, enquanto jogavam na rua. Em seguida, confessaram que decidiram vandalizar o recinto. “Eles entraram tampando o rosto com a camiseta, juntaram alguns papéis que estavam dentro da sala de aula e acenderam fósforos até que pegasse fogo em tudo, causando todo o prejuízo”, explicou Dan.

Ameaças

Em entrevista ao Jornal de Brasília, o diretor da escola, Ricardo da Silva, lamentou o ocorrido por ter sido cometido por crianças que já foram alunos do local e que já haviam ameaçado os responsáveis pela instituição. “Eles sempre estavam envolvidos em brigas, em pequenos conflitos e gostavam de intimidar as pessoas com facas, estiletes e correntes. Estávamos sempre punindo-os, o que pode ter levado os alunos a criarem uma rixa para conosco”, relata o diretor.

O diretor informou ainda que os ex-alunos sempre costumavam pular o muro da escola quando encerrava o expediente. “Um dia, o vigilante me ligou às 22h informando que os três haviam pulado e estavam andando dentro da escola. Falei para colocá-los para fora, mas mesmo assim não adiantou. Com o que eles fizeram, a estrutura da sala ficou comprometida, alguns alunos permaneceram sem aula hoje (14), mas a escola já tomou as devidas providências”, disse.

Agora, o medo e a insegurança fazem parte do dia a dia dos servidores. “Temos medo porque essas crianças nunca estão sozinhas. Por trás de um menor infrator, existe um adulto que o incentiva a cometer esses tipos de coisas. Nossa maior preocupação é o fato deles já estarem soltos, e, a qualquer momento, poderem atacar a escola mais uma vez”, desabafa Ricardo.

Investigação

A Polícia Civil investiga os três menores por envolvimento em diversos roubos que têm ocorrido na região de Ceilândia, e também por tráfico de drogas.

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