Um crime bárbaro, planejado nos mínimos detalhes por duas meninas e um garoto, todos com idades entre 16 e 17 anos, e praticado com frieza e requintes de crueldade. A vítima, Teodomiro Eurípedes Correa, 46 anos, conhecido como Téo, encarregado de pedreiro de uma das empreiteiras que trabalham na obra do Estádio Nacional Mané Garrincha, morreu asfixiado com um golpe conhecido como mata-leão.
Para ter certeza da morte, o casal de jovens namorados o estrangulou com um fio de carregador de celular.
O crime bárbaro ocorreu no último domingo, na casa de Téo, em São Sebastião. Depois de matá-lo, os namorados colocaram o corpo no porta-malas do carro dele, um Corolla, e jogaram em uma ribanceira, no quilômetros 25 da BR-251, rodovia que liga o DF a Unaí (MG).
Planejamento
Segundo o delegado Johnson Kenedy Monteiro, assistente da 30ª DP (São Sebastião), os jovens se reuniram duas semanas antes, em uma lanchonete, para arquitetar o plano. Os suspeitos conheciam Téo. A ideia era ir a casa da vítima, matá-lo, roubar dinheiro, e o carro. A motivação seria o fato de a vítima tentar conquistar a namorada do garoto.
Oportunidade
O casal foi até a casa de Téo e o garoto foi apresentado como irmão de uma das meninas. Aproveitando a oportunidade, o adolescente o matou com a ajuda da namorada. No ato da morte, uma das garotas do trio estava viajando.
Depois de abandonar o corpo, deixaram o Corolla na Quadra 35, na cidade. No dia seguinte, os adolescentes transferiram o carro para um Shopping, no Jardim Botânico, e terça-feira, levaram para a Feira do Produtor. Quarta-feira, quando iam transportá-lo para outro ponto, a polícia prendeu o trio.