Júlia Carneiro
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Em seis horas, cinco sequestros relâmpago e tentativas foram registrados no Distrito Federal. Em dois casos, entre os elementos em comum estão menores como suspeitos. Em três, as vítimas reagiram – e por pouco não perderam a vida. Foram dois casos em Sobradinho, um na 304 Sul, no Recanto das Emas e em Taguatinga. Os crimes, que seguem o mesmo estilo, preocupam o brasiliense.
Na 304 Sul, em frente a um supermercado, um comerciante reagiu à abordagem de uma dupla e foi atingida na perna. Em Sobradinho, duas estudantes foram rendidas por dois adolescentes após sair de um bar. Apesar de os criminosos estarem armados, elas decidiram fugir. Um dos bandidos tinha apenas 12 anos.
No outro caso na mesma cidade, amigos conversavam na porta de um mercado quando foram rendidos e levados para Planaltina. Já no Recanto das Emas, um homem de 42 anos foi sequestrado após estacionar o veículo. Em Taguatinga, um servidor foi rendido dentro do carro. Enquanto era levado, ele tentou pedir ajuda e levou um tiro.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Luiz Xavier, houve uma migração de criminosos para o sequestro relâmpago, por ser uma ação rápida. Em muitos dos casos os autores são menores, pois bastam coragem e qualquer tipo de arma para praticar o crime. “Os adolescentes tendem a ser ainda mais violentos por falta de experiência”, diz.