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Brasília

Adolescentes alugam armas de adultos para cometer os crimes no DF

Arquivo Geral

11/10/2012 7h09

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O estudo do fenômeno criminológico traçado pela Polícia Civil aponta o perfil dos autores da maioria do 554 roubos com restrição de liberdade da vítima – conhecido como sequestro relâmpago –, ocorridos de janeiro a setembro deste ano. O diagnóstico revela que em 70% das ocorrências do crime que mais cresce no DF, os autores são adolescentes.

 

A investigação comandada pelo serviço de inteligência da corporação revela ainda que os adultos estão alugando armas para os adolescentes praticarem os crimes. Os valores variam entre 30% e 50% do faturamento do dinheiro arrecadado pelo criminoso.
O foco da polícia  é analisar o vínculo entre os dois grupos. A investigação pretende identificar quem são os adultos que fornecem as armas para os adolescentes e onde  moram os grupos organizados.

 

A informação foi revelada pelo delegado Jorge Xavier, diretor-geral da Polícia Civil, durante entrevista coletiva da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para divulgar os dados preliminares das principais ocorrências registradas no Distrito Federal, na primeira semana do mês, além do balanço de setembro. Chefes dos demais órgãos que compõem a pasta também fizeram um balanço do cenário do último mês, inclusive integrantes do Governo Federal.

 

Segundo Xavier, nas análise dos dados das últimas três semanas, a Polícia Civil percebeu  que houve aumento no número de menores envolvidos  em crimes de roubo com restrição de liberdade da vítima. Os investigadores prenderam 25 garotos e 17 adultos.

 

 

Segundo o diretor,  a polícia já identificou dois adolescentes envolvidos no sequestro relâmpago de um italiano representante da Delegação da União Europeia em Brasília. O diplomata foi pego  quando esperava  uma amiga, na 408 Sul, levado como refém no próprio carro, um Toyota RAV4  e abandonado em Ceilândia. O crime ocorreu dia 2 último. No dia seguinte, a polícia localizou o carro abandonado no Setor Oeste, no Gama. Na mesma quadra da Asa Sul, um mês antes,  Deborah Crivella,   filha do ministro da Pesca, Marcelo Crivella, também foi vítima de roubo com restrição de liberdade. “Algumas pessoas estão armando esses garotos e precisamos descobrir”, afirmou Xavier.

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