Camila Maxi
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Adotar animais domésticos está cada vez mais popular. Muitas pessoas recorrem às feiras de adoção ou visitam abrigos para acrescentar um novo membro de quatro patas à família. A tendência salva vidas e ajuda animais que sofreram maus-tratos, seja nas ruas ou por seus próprios tutores, a terem uma segunda chance.
Para conseguir um peludinho no Abrigo Augusto, localizado próximo ao DF, o interessado pode ir até o local ou comparecer a um dos eventos de adoção da instituição. É preciso fazer uma entrevista, preencher um cadastro com os dados pessoais e responder a um questionário. Depois, alguns voluntários visitam a casa do interessado e, se aprovado, é preciso assinar o termo de adoção.
Parece muito, mas a preocupação principal é o bem estar do bichano. “O animal não sai daqui para fazer guarda, e sim como um companheiro”, declara Helena Rubinato, gerente de administração do abrigo.
Doações
A maioria dos cães e gatos disponíveis para adoção é castrada e os animais são entregues vacinados e com microchip cadastrado no nome do abrigo e do tutor responsável. O custo para a implantação de cada microchip é de R$ 20.
Helena conta que alguns adotantes simpatizam tanto com a missão do abrigo, que passam a fazer parte como voluntários. “Nos tornamos uma família cada vez maior”, diz.
O Abrigo Augusto aceita doações de ração e medicamento. Voluntários também são bem-vindos. As adoções são feitas aos domingos, no próprio abrigo. Para saber mais, ligue no 3603-1774.
Amor que supera desafios e limitações
As adoções especiais são mais difíceis de acontecer. O Abrigo Augusto mantém 16 animais deficientes. “Não vejo diferença entre um cachorro com duas ou quatro patas”, afirma a gerente Helena.
A dentista Jaqueline Rodrigues adotou o cãozinho Veludo, que é cadeirante, há oito meses. “Amo meus animais, mas Veludo é o meu xodó. As pessoas precisam entender que não basta ter o animal, também é preciso cuidar”, diz Jaqueline, que gasta quase R$ 1 mil por mês com o bichinho.
A professora Ana Lúcia adotou a pequena Aurora, que nasceu com paralisia cerebral. A cadela leva uma vida normal e não precisa de medicação. “Ela se adaptou rápido”, garante Ana Lúcia.
Castração
Eliane Zanetti, fundadora do abrigo, chama atenção para o fato de que sai mais barato castrar o animal a sacrificá-lo. Um dos projetos da instituição é o Castração Móvel. Uma van irá se dirigir às comunidades para castrar os animais da região.