Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Redes sociais, como Facebook e Twitter, são cada vez mais usadas como uma forma de comunicação por empresas privadas e até mesmo órgãos públicos. A web permite que as organizações possam estreitar a relação com a comunidade.
No entanto, nem sempre a ferramenta é usada para essa finalidade, inclusive entre as administrações regionais. No caso de Santa Maria, em vez de se restringir a prestar informações sobre o trabalho da administração, os gerenciadores do serviço o utilizam para postar correntes e mensagens de cunho religioso, entre outros temas.
Na segunda-feira, na página do Facebook da regional, foi publicada pela própria administração uma corrente que mencionava o nome de Jesus Cristo. “Se você crê em Jesus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos. Não ignore, você está sendo testado”, diz um trecho.
A postagem provocou indignação em um internauta, que questionou por meio de mensagem se o administrador sabia que o Facebook estava sendo usado para esse fim. Contudo, não obteve resposta. Depois, pediu um telefone para registrar a reclamação. Por fim, avisou que faria uma denúncia por meio do telefone 156.
Brincadeiras
Além das publicações próprias, o perfil exibe uma série de conteúdos nos quais a página foi marcada por outros usuários, sem qualquer ligação com o trabalho da administração. Uma postagem com foto, com nome de cunho pejorativo, faz uma brincadeira com uma bebida afrodisíaca.
O internauta se depara com a imagem assim que tem acesso ao perfil da administração. Parte das postagens foram apagadas depois que a equipe do Jornal de Brasília entrou em contato com a administração.
A moradora de Santa Maria Josenilda Silva, 34 anos, considera as informações uma falta de respeito com a comunidade. “Em vez de priorizarem o que a administração está fazendo pela cidade, eles ficam postando mensagens que acabam influenciando as pessoas de forma negativa”, avalia.
O administrador da região, Neviton Pereira, garante que não tinha conhecimento da situação. Ele confessa que não acessa a página há sete meses. Pereira afirma que será aberto um processo administrativo para investigar quem fez as publicações: “Vamos tomar as providências cabíveis e se alguma das mensagens tiver conotação ilegal ou imoral, adotaremos penalidades”.