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25/09/2016 11h59

Sexta-feira à noite, conversando com um amigo rubro-negro, ouvi a pergunta “quando é que o Palmeiras vai perder?”. Num primeiro momento, admito, levei um susto. Pensei estar, mais uma vez, diante da conhecida arrogância dos flamenguistas. Ele não estava preocupado com o seu time, mas com um possível tropeço do líder do Brasileiro. Talvez com intensidade diferente, acredito que a mesma dúvida esteja nas cabeças dos torcedores do Atlético Mineiro e, em menor escala, dos santistas – os outros integrantes, até agora, do G-4.

Olhando a rodada deste fim de semana e do próximo (no meio da semana teremos Copa do Brasil e Sul-Americana), porém, tirei um pouco da impressão de soberba do flamenguista. Sim, porque ontem o Palmeiras receberia (como recebeu) o Coritiba, enquanto o Flamengo hoje enfrentará o Cruzeiro, em Cariacica (ES) e o Atlético Mineiro vai pegar o Internacional em Belo Horizonte. Em condições normais de temperatura e pressão, o Verdão no mínimo manteria (como manterá, pois bateu o Coxa) as distâncias para Flamengo e Atlético Mineiro – isso se os dois passassem pelos desesperados rivais deste domingo.

Para o próximo fim de semana, o Palmeiras irá a Recife, enfrentar o Santa Cruz, enquanto o Flamengo irá a São Paulo para jogar contra o tricolor paulista e o Galo terá pela frente a duríssima Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Afinal, quando é que o Palmeiras vai perder? Sem dúvida alguma, pelo futebol que vem apresentando, não está muito fácil isso acontecer. Mesmo depois de uma partida como a de ontem, quando a equipe dirigida por Cuca errou mais de 50 passes (isso mesmo, mais de um erro de passe a cada dois minutos), o torcedor palmeirense pode manter a confiança e o otimismo.

O que, neste momento, parece mais preocupar a torcida do Palmeiras é, justamente, o bom momento de seu time. No meio da semana o Palmeiras enfrentará o Grêmio pela Copa do Brasil. Naquela competição há a esperança, o desejo, a gana pelo bi – seria o primeiro na história da competição. Sendo assim, a galera não aceitaria poupar ninguém. Mas… O que seria mais interessante, dedicar-se integralmente ao título brasileiro, que não há tanto tempo, ou correr atrás dos dois troféus, sem distinção, contando que uma atuação motive a outra?

Claro que, para alguém que falou em soberba lá em cima, este tipo de pensamento, se exposto assim, friamente, poderia parecer também uma aula de autoestima exacerbada. Mas não. A grande realidade, neste momento, é que o Palmeiras sabe o que pode render, onde pode chegar – o mesmo se pode dizer do Flamengo, faço questão de ressaltar (o Atlético Mineiro, não). Por isso, vale sim a pergunta: quando é que o Palmeiras vai perder?
Os três pontos obtidos diante do Coritiba colocam ainda mais pressão sobre Flamengo e Atlético Mineiro.

Uma pressão que, se bem administrada, pode ser interessante, afinal de contas, os rivais de hoje, dos dois times, estão tensos pelo fantasma do Z-4. É bom não esquecer que o Colorado há tempos está na zona de rebaixamento. E o Cruzeiro, com uma pequena reação, conseguiu dar uma respirada, mas se perder logo mais, muito provavelmente irá entrar na área da degola. Quem sabe até ultrapassado pelo Internacional.

Sem pensamento em título, talvez apenas em um lugarzinho no G-4, teremos uma partida muito interessante no Itaquerão. Depois de todas as reclamações contra a arbitragem pelo jogo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, voltarão a enfrentar-se Corinthians e Fluminense. Parece até que por provocação, a CBF escalou o gaúcho Daronco para apitar a partida. Para os mais esquecidos, lembro que foi Daronco, ano passado, na Copa do Brasil, que marcou um pênalti inexistente a favor do Palmeiras na semifinal contra o Fluminense. Isso é não saber administrar crises. Existentes ou em vias de existir.

Vareio

Que atuação teve o Barcelona, ontem, contra o Sporting Gijón, na casa do adversário. A goleada (terminou 5 a 0) se anunciou logo. E a atuação de Neymar… Loirinho, loirinho, o brasileiro marcou três gols, além de ter tido uma atuação muito boa na armação das jogadas. Os torcedores catalães nem tiveram tempo de sentir temor pela ausência de Messi, ontem e por mais alguns jogos, contundido.

Para completar a alegria do Barça, o Real Madrid, em dia apagado de Cristiano Ronaldo, que foi substituído e demonstrou insatisfação em deixar a equipe, ficou no empate com o Las Palmas e viu a distância entre os dois times cair para apenas um ponto (o Athletic Bilbao está dois pontos atrás e o Sevilla, três).

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