Francisco Dutra
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Nenhuma gota de chuva caiu no Distrito Federal ao longo dos últimos 98 dias. O resultado da seca pode ser visto na pele rachada da população ou no Lago Paranoá, onde o nível da água abaixou tanto que a Companhia Elétrica de Brasília (CEB) suspendeu a produção de energia elétrica para minimizar o desgaste hídrico. É o menor nível em um mês de agosto dos últimos 12 anos. Em função da seca, ontem a Agência Reguladora de Águas, Energia, e Saneamento Básico do DF (Adasa) emitiu um alerta de regime de atenção para os rios, córregos e lagos brasilienses.
“É um aviso para que a população evite o desperdício de água. A previsão que temos é que as chuvas só devem voltar nos últimos dias de outubro. O regime de atenção é um alerta preventivo, para que as pessoas poupem água para não faltar depois, evitando usar a mangueira de água no lugar da vassoura para limpar a garagem, por exemplo. Poupando agora, não teremos o risco de ter as torneiras sem água nos próximos dias”, explica o superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Diógenes Mortari.
A preocupação da Adasa com a seca deste ano tem diferentes razões. Em primeiro lugar o monitoramento da vazão das 40 sub-bacias do DF revelou que grande parte delas está se aproximando do limite tolerado de vazão das águas, que é de 20% da série histórica da vazão mínima registrada nos últimos anos. Outra razão para a divulgação do alerta são os hábitos de consumo dos próprios brasilienses. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda um consumo diário de 150 litros por habitante, no DF essa média salta para 200 litros. Em áreas como o Lago Sul e Lago Norte, esse consumo acelera para 400 litros diários.
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