Três meses após o assassinato da professora Christiane Silva Mattos, o mistério ainda não foi totalmente esclarecido. Réu confesso, Walisson Santos Lemos, 24 anos, alegou, desta vez, que tinha um relacionamento amoroso com a vítima. A afirmação, rechaçada pelo Ministério Público, foi feita durante a primeira audiência do caso, ontem, na 1ª Vara Criminal de Brasília.
Foram três horas de audiência, oito testemunhas ouvidas e o réu interrogado. Ao final, o juiz acolheu solicitação da defesa para instauração de incidente de insanidade mental de Walisson.
Embora tenha mudado sua versão do crime e dito que se relacionava com a vítima, o acusado não soube dizer o número do telefone com que se comunicava com ela e disse que jogou o aparelho fora. O promotor lembrou, porém, que nos filmes do shopping, em nenhum momento Walisson é visto com Christiane.
digitais
Um policial narrou que foi possível chegar até o acusado pelas impressões digitais colhidas no local dos fatos e que ele foi preso em casa. Disse que no percurso até a delegacia, Walisson já confessou o crime.
Uma pessoa ligada à família disse que o réu estivera no shopping com alguns currículos procurando emprego, pois estava desempregado. À noite, após o crime, testemunhas contaram que ele saiu para um show e uma delas disse que estava tranquilo e brincando. Testemunhas narraram que a aliança de Christiane foi encontrada na casa dele.
Familiares disseram que Walisson era uma pessoa depressiva e que tentou suicídio várias vezes. Com base nisso, a defesa pediu que fosse instaurado incidente de insanidade mental que foi aceito pela promotoria e determinado pelo juiz. As partes devem apresentar os quesitos que achar convenientes. Os quesitos serão respondidos pelo perito que fizer o exame no réu. Depois, as partes apresentarão as alegações finais, antes da sentença.