Anderson Ferreira da Silva será julgado nesta quarta-feira (4), a partir das 9h pela Vara Criminal e Tribunal do Júri de São Sebastião. Ele confessou ter assassinado a própria mãe, Rosilda Maria de Fátima Silva, com golpes de martelo na cabeça, e enterrado a mulher no jardim de inverno da casa onde viviam. O processo levou apenas 20 dias para o trânsito da sentença de pronúncia e o julgamento pelo tribunal do júri acontece em pouco mais de três meses depois da ocorrência do crime, tempo excepcional para um processo dessa natureza.
O crime aconteceu na madrugada do dia 14 de abril deste ano e em menos de quatro meses o caso já irá a julgamento. Segundo o juiz do Tribunal do Júri de São Sebastião, este processo pode ser considerado excepcional porque a sentença de pronúncia (decisão que admite a denúncia do MP e determina o julgamento do réu) foi concedida em apenas 20 dias após a prisão em flagrante do réu, que aconteceu no dia 13 de maio.
Para a denúncia, o crime foi praticado por motivo fútil, uma vez que o rapaz matou a mãe após uma discussão doméstica, porque ela reclamava do volume do som da televisão. Ele também enterrou o corpo da mulher no “jardim de inverno” da casa onde viviam.
No dia 12 de maio, a polícia descobriu o corpo e, no dia seguinte, prendeu o réu. Ele confessou o crime, mas alega que foi agredido verbalmente e fisicamente pela mãe. Quanto à ocultação do cadáver, ele nega a autoria e afirma que não se lembra de mais nada após o homicídio. Ele será julgado pelos dois crimes – homicídio qualificado por motivo fútil (pena de 15 a 30 anos) e ocultação de cadáver (prisão de um a três anos e multa).
Para o juiz titular do Tribunal do Júri de São Sebastião, a rapidez já é comum naquele fórum e é resultado de um trabalho afinado entre TJ, MP e Defensoria Pública. Observa-se ainda uma diminuição dos casos de prisões por armas e outras situações de violência na cidade. Para o magistrado, o fato deve-se a essa agilidade da justiça em São Sebastião em decidir os casos, o que gera conseqüências positivas para a comunidade.