Isa Stacciarini, Luís Augusto Gomes e Patrícia Fernandes
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Réu confesso do assassinato da professora Christiane Silva Mattos, de 37 anos, Walisson Santos Lemos, 24 anos, deu uma nova versão do crime à polícia. Em depoimento, disse que estava em busca de uma vítima para cometer um roubo, em um shopping do Setor Comercial Sul. A abordagem teria ocorrido no estacionamento do centro comercial. Ele assegura que só queria roubá-la.
No primeiro depoimento, quando foi preso, na quinta-feira, o suspeito relatou que havia surpreendido Christiane no Parque da Cidade. Mas, agora, versão é bem diferente e bem mais próxima da verdade, segundo a polícia. Walisson afirmou que estava desesperado por ter sido demitido do emprego de repositor de supermercado, e saiu para distribuir currículos em shoppings. Preocupado com as despesas do filho, teria decidido, naquele momento, praticar um roubo para conseguir dinheiro.
Ele contou que tentou abordar uma outra pessoa antes de Christiane, mas desistiu quando passou um vigilante. No entanto, permaneceu atrás de uma pilastra até que a pedagoga chegou.
A professora teria sido surpreendida depois de guardar as compras e abrir a porta do motorista para ligar o carro. O suspeito teria entrado e sentado no banco do passageiro. Portando um celular, ele fingiu estar armado e anunciou o assalto. Determinou que a vítima fosse a um lugar seguro e mandou seguir para o Parque da Cidade. No local, teria afirmado que queria dinheiro. Christiane disse que só tinha R$ 15. O suspeito pegou o valor e quando deixava o carro, a vítima teria reagido e começado a gritar. Neste momento, o homem teria estrangulado-a. Antes de fugir, retirou a aliança do dedo dela.
Família quer justiça
O desespero e a comoção são os sentimentos que pairam na Escola Classe 204 Sul, onde Christiane trabalhava. Ontem, o marido da professora encontrada morta foi até o local concluir algumas questões administrativas pendentes. De acordo com Marcos Mattos, a expectativa é de que a justiça seja feita. “É um momento muito doloroso. Esperamos que ele pague pelo que fez. Em breve, a polícia deve dar novos esclarecimentos sobre o caso”, declarou.
Segundo ele, a família passa por um momento delicado. “Minha filha chora todos os dias chamando a mãe, pois ainda não entende o que aconteceu. Ela acha que ela irá voltar”, disse. Marcos conta que o apoio dos familiares tem sido essencial durante esse momento. “Estamos juntos para superarem esse momento doloroso”, afirma.
O irmão de Marcos, Alexandre de Souza, tem a esperança de que a volta à rotina ajude as crianças a superar a situação. “Na quarta, eles já voltam à escola. Acredito que será bom ter contato com os coleguinhas nesse momento”, afirma. Ele conta que todos estão apreensivos com a decisão da Justiça, caso Walisson seja libertado. “Ele já foi indiciado duas vezes pela Lei Maria da Penha. A prisão dele é uma garantia de segurança para a sociedade”, declara.
Alexandre conta que o irmão ainda não sabe qual será o futuro da família. “Nós somos do Rio de Janeiro. Ele ainda está analisando se fica em Brasília ou se muda para o Rio. Ele não pretende continuar na mesma casa”, detalha.
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