Nesta manhã de quinta-feira (14), o advogado acusado de atirar contra um militar durante uma briga em um prédio do Setor Comercial Sul foi preso. Por volta de 11h, agentes da Polícia Civil chegaram ao escritório de R.P.B., 66 anos, com um mandato de busca e apreensão e um mandato de prisão. O autor dos disparos relutou para entregar a arma utilizada, mas, por orientação de seu advogado, ele entregou o objeto à polícia.
Por volta de 12h30, advogado chegou à 5ª Delegacia de Polícia, no Setor Bancário Norte. O suspeito prestará depoimento e depois será levado para a carceragem da Delegacia de Polícia Especializada (DPE), onde ficará preso. O homem é acusado de porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio.
Segundo delegado chefe da 5ª DP, Laércio Rossetto, o preso fez uso de um artifício ao ir à delegacia na tarde de quarta-feira (13). “A polícia já havia entrado em contato com o advogado do suspeito. A vinda dele à delegacia não foi de livre e espontânea vontade. Ele já não podia mais ser preso em flagrante e não levou a arma utilizada no crime, que só foi recolhida nesta manhã com um mandado de busca e apreensão”, explica o delegado chefe.
O suspeito já tem passagem pela polícia por ameaça. “Em nenhum momento o autor reagiu. O advogado da vítima está acompanhando toda a operação da polícia”, detalha Laércio Rossetto. A arma, calibre .38, com cinco munições, uma já deflagrada, estava no carro do advogado, um Honda Civic, e foi levada para a delegacia. O delegado chefe ainda informou que o autor dos disparos não tem porte de armas e nem registro da arma utilizada. “Pretendemos descobrir no interrogatório onde o suspeito adquiriu a arma”, conclui o delegado.
Saiba mais:
Na segunda-feira (11), advogado R.P.B., 66 anos, se desentendeu com o Coronel do exercito, K.S.O.B., 51 anos. A briga teria começado após o advogado não respeitar uma fila para entrar no elevador do Edifício Baracat, no Conic. O Coronel e o advogado chegaram a se agredir fisicamente. O R.P.B. voltou após alguns minutos e atirou na perna do militar.
Na quarta-feira (13), por volta de 16h, o suspeito compareceu a delegacia, mas não foi preso. Ainda no mesmo dia o ministério Público, após analisar as evidencias, decretou a prisão preventiva do advogado.