A Justiça do DF condenou Ezequiel de Lima Crispim a 20 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio de Leiris José de Barros. A vítima, que tinha 30 anos, trabalhava como ajudante de pedreiro em uma obra na 713 Norte, quando foi morta a tiros pelo acusado. O crime aconteceu no dia 19 de janeiro deste ano. Ezequiel foi preso dias depois, circulando na mesma quadra onde ocorreu o assassinato.
Segundo a denúncia, a motivação teria sido ciúmes, pela desconfiança que Ezequiel tinha de um possível envolvimento entre sua namorada e a vítima. No dia do homicídio, ele foi ao trabalho de Leiris e o chamou no portão, escondendo um revólver atrás de um balde que segurava. Quando a vítima saiu, foi recebida por disparos de arma de fogo.
Ezequiel foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de meio que dificultou a defesa da vítima e respondeu ao processo preso. Durante a sessão de julgamento, a defesa pediu a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte. No entanto, os jurados aderiram integralmente à acusação do Ministério Público do DF e votaram pela condenação do réu e pelo acolhimento das duas qualificadoras.
Ao proferir a sentença o juiz-Presidente do Júri ressaltou que Ezequiel tem outras condenações criminais. “O acusado apresenta algumas características de personalidade bastante desfavoráveis: é extremamente belicoso, agressivo, e, principalmente, prepotente e inseguro, voltado para subjugar da maneira violenta possível todos aqueles que de algum modo se aproximam, ainda que sem malícia ou intenções amorosas, da mulher que julga ser de sua propriedade”, afirmou o magistrado.
O réu ainda pode recorrer da sentença, porém deverá permanecer preso.