Acompanhantes de pacientes da rede pública de saúde do Distrito Federal também deixarão de receber alimentação a partir de hoje. Depois de suspender as refeições dos funcionários por falta de pagamento de R$ 27,5 milhões da Secretaria de Saúde, a decisão da Sanoli é uma tentativa de “manter por mais alguns dias as dietas dos pacientes internados”. O problema, que já se arrasta há pelo menos quatros meses, vem sendo noticiado pelo JBr.
“Os insumos existentes em nossos estoques, que já estavam escassos, não sendo sequer suficientes para atender à totalidade do serviço, estão chegando ao mínimo necessário para garantir o atendimento aos pacientes e acompanhantes, que representam a parcela mais significativa do contrato”, disse a empresa em carta enviada à Secretaria de Saúde.
Sem saída
No documento, a Sanoli revela que não possui recursos ou crédito junto ao sistema financeiro e fornecedores e não pode pagar a mão de obra de seus 1,7 mil colaboradores diretos e indiretos. “Infelizmente, após todos os apelos verbais e através de cartas e notificações encaminhadas às mais altas autoridades do GDF, nenhuma solução para a liquidação dos valores devidos foi tomada e estamos na iminência de um colapso total no fornecimento de alimentação”.
Unidades prejudicadas
A medida adotada pela Sanoli afeta 16 hospitais e cinco unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O Hospital Regional de Santa Maria é o único que continuará com o serviço normalizado, já que opera sob contrato diferente.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que fará um repasse parcial para a empresa e se reunirá com a Sanoli para negociar o restante do débito.
“A SES/DF ressalta que nenhum paciente ficará sem alimentação”, assegurou a pasta .