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Brasília

Acidente no Sudoeste aponta problemas de sinalização na região

Arquivo Geral

14/02/2012 17h40

Kátia Gomes e Eric Zambon
portalclica@clicabrasilia.com.br

 

Problemas de sinalização em algumas vias do Sudoeste podem ter sido a causa de uma colisão entre dois veículos, por volta das 10h30 desta terça-feira (14). Um Fiat Punto e uma caminhonete F1000 bateram frontalmente na pista em frente a casa de festas Oasis. Não houve vítimas, mas o acidente levantou a questão.

Esse problema é apontado por muitos motoristas que trafegam pelas ruas do Sudoeste. A funcionária pública, Roberta Machado, conta que também já sofreu um acidente no mesmo local. “Como eu moro aqui, eu conheço bem as pistas e sei o seu sentido, porém,  há cerca de um ano, um motorista que não sabia da direção cometeu o mesmo erro causando a colisão”, conta.

Não bastasse os problemas com as placas de sinalização, alguns semáforos da cidade, como o localizado em frente ao Instituto Médico Legal (IML), apresentaram problemas nesses últimos dias, deixando o trânsito bastante congestionado em horários de grande circulação. “Os carros tentam passar ao mesmo tempo, pois, com os semáforos desligados, ninguém sabe de quem é a preferência”, reclama a administradora de empresas, Fátima Ribeiro.

Procurado, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) transferiu a responsabilidade do semáforo do IML para o Departamento de Estradas de Rodagem  (DER-DF) que, por sua vez, alegou que a questão era da alçada da Sitran, que cuida da manutenção e implantação dos equipamentos. A empresa terceirizada devolveu a incumbência ao Detran-DF que, até o fechamento dessa matéria, não soube dizer o motivo da falha no sinal da referida via.

O vendedor Daniel Puzzinato, 29 anos, motorista do Fiat Punto envolvido no acidente, contou que se mudou do Paraná para Brasília há pouco tempo e ainda não conhece bem algumas vias. Para ele, se no local do acidente houvesse sinalização informando o sentido da via, o acidente poderia ter sido evitado. “Imaginei que a via era de mão única então entrei e acabei colidindo com a caminhonete. Reconheço que foi um pouco de falta de atenção, porém, se tivesse uma placa ajudaria muito”, afirma.

Para o Sargento João Teles, o que facilitou a batida foi o tapume de uma obra. “Ele não conhece bem a cidade e o tapume acabou impedindo a visão dele”, explica.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para colocar terra em cima do óleo derramado após a colisão. Segundo o Sargento Krohn, essa é uma medida padrão em casos de vazamento para evitar que outros acidentes aconteçam no local. “A terra absorve o óleo derramado na pista. Já que não tem material adequado, nós utilizamos terra que é fácil de encontrar nos canteiros centrais”, conta.

O operador de escavadeira Edivaldo Fernandes, 34 anos, trabalha na obra próximo ao local do acidente e afirma que deveria haver mais sinalização. “Quem passa por aqui pensa que a via é mão única, é muito perigoso”, conta.

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