Menu
Brasília

Acidente aéreo: polícia ainda trabalha para esclarecer dinâmica da colisão

Arquivo Geral

21/05/2014 8h20

A perícia da Polícia Civil ainda não conseguiu esclarecer a dinâmica do acidente aéreo que matou o instrutor de voo Frederico Medeiros de Mello, 32 anos. Na última segunda-feira (19), nas proximidades de São Sebastião, o ultraleve pilotado por ele colidiu com  outra aeronave, do mesmo modelo, pilotada pelo pai de Frederico,  Ubiratan de Mello, 63 anos. 

Para que os detalhes do acidente sejam revelados, diz o delegado Érito Cunha, é preciso colher o depoimento de Ubiratan – o que ainda não ocorreu porque o homem se encontra em estado de choque, muito abalado com a tragédia. “Vamos ouvir o Ubiratan  até o fim desta semana. Ainda iremos ouvir as testemunhas e os controladores de voo”, afirma o delegado-chefe da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).

Cunha acrescenta ainda que, por enquanto, “sabe-se que o teto de uma das aeronaves atingiu a parte de baixo da outra, mas ainda não se sabe qual das duas fez cada coisa”.

Aeródromo

A colisão ocorreu a aproximadamente 5 km do Aeródromo Botelho,  próximo à BR-251, rodovia que liga São Sebastião a Unaí (MG).  A perícia  iniciou os trabalhos logo após o acidente e retomou os procedimentos  ontem pela manhã.   A Aeronáutica também enviou uma equipe ao local. Porém, de acordo com  a assessoria de imprensa do órgão, a Aeronáutica   não vai investigar o caso, pois as aeronaves são classificadas como experimentais. Portanto, não passíveis de investigação, uma vez que não seguem os padrões  exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O delegado Érito Cunha diz que não há um prazo   para a conclusão do inquérito. “Em um caso como esse, não há uma pena mais dramática do que a que esse pai irá sentir pelo resto de sua vida. Sendo assim, não há pressa”, explicou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado