Gabriella Bontempo
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O estudante Frank Willian Gomes, 14 anos, bem que tentou subir a rampa de umas das passarelas da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) de cadeira de rodas, mas desistiu na metade do caminho. O trecho, segundo ele, é íngrime e as falhas no concreto atrapalham a locomoção. “Por mais que se tenha força nos braços, o chão te atrapalha. Os buracos impedem as rodas de correrem bem e o corrimão da parte metálica deveria ter sido feito um pouco mais baixo, para que o cadeirante possa se apoiar”, explica. Frank foi um dos brasilienses que participaram dos testes do blog Meio Ambiente e Transporte.
Segundo o especialista e idealizador do site, Carlos Penna Brescianini, o objetivo é mostrar à população as dificuldades que grávidas, idosos e portadores de necessidades especiais enfrentam para atravessar a via. “As passarelas são muito inclinadas devido à passagem de veículos de grande porte. O esforço para atravessar 300 metros equivale a um trecho de mil metros”, esclarece. Para Carlos Penna, a acessibilidade é inexistente. “Não existem calçadas para acesso à rampa e a passarela está mal acabada”, observa.
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