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Brasília

Acerto de contas tem sido principal motivo de assassinatos no DF

Arquivo Geral

21/08/2012 7h56

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

O diagnóstico para explicar os fenômenos criminológicos que envolvem a incidência de homicídios no Distrito Federal  ganhou mais um instrumento  de combate ao crime. A partir de agora, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) faz a análise de cada  morte violenta com a proximidade do  endereço da vítima. A conclusão  dos técnicos  indica que o principal motivo para os assassinatos  é vingança provocada por acerto de contas.

Conforme a nova ferramenta, ao analisar a distância entre a residência das vítimas e o local onde ocorrem os  assassinatos, fica constatado que em  36% dos casos  que compreendem os dias 13 e 19 últimos, quatro  dos 12 homicídios aconteceram  em frente às residências.

O cruzamento dos dados comprova também  que 55% das vítimas moravam a uma distância de até 500 metros do local da morte. Nessa condição, as estatísticas apontam seis ocorrências.  É possível afirmar  ainda que 27% das vítimas – ou seja, três – perderam a vida a uma distância  que varia entre 500 e mil metros da casa onde moravam, e duas, que representam 18%, estavam a dez quilômetros dos endereços residenciais. Em apenas um caso, a Secretaria de Segurança garante não ter sido possível comprovar o endereço da vítima.

Estima-se que a metade das pessoas assassinadas perdeu a vida depois de ser ferida com arma de fogo.  Seis mortes ocorreram entre 19h e 7h. Os homens representaram 83%  das vítimas.  O dado aponta ainda que 60% tinham  idade entre 18 e 32 anos,  67% possuiam antecedente criminal ou estavam em cumprimento de prisão domiciliar.  Entre as vítimas está um adolescente. O jovem foi morto dentro de casa, no Setor Sul do Gama.

Ceilândia ocupou a primeira posição no ranking, com quatro homicídios. Santa Maria  levou a segunda colocação, com dois casos, seguida  por São Sebastião, Guará,  Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. Na contramão da violência, surgem o Cruzeiro  e a Candangolândia com 11 meses sem homicídio, e o Varjão, com nove.

O secretário-adjunto de Segurança Pública, Jooziel de Melo Freire, garante que o novo mapeamento mostra índices que vêm sendo combatidos  ao longo do lançamento do programa  Ação pela Vida,  com o avanço positivo na redução da violência.

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