Da Redação
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O diagnóstico para explicar os fenômenos criminológicos que envolvem a incidência de homicídios no Distrito Federal ganhou mais um instrumento de combate ao crime. A partir de agora, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) faz a análise de cada morte violenta com a proximidade do endereço da vítima. A conclusão dos técnicos indica que o principal motivo para os assassinatos é vingança provocada por acerto de contas.
Conforme a nova ferramenta, ao analisar a distância entre a residência das vítimas e o local onde ocorrem os assassinatos, fica constatado que em 36% dos casos que compreendem os dias 13 e 19 últimos, quatro dos 12 homicídios aconteceram em frente às residências.
O cruzamento dos dados comprova também que 55% das vítimas moravam a uma distância de até 500 metros do local da morte. Nessa condição, as estatísticas apontam seis ocorrências. É possível afirmar ainda que 27% das vítimas – ou seja, três – perderam a vida a uma distância que varia entre 500 e mil metros da casa onde moravam, e duas, que representam 18%, estavam a dez quilômetros dos endereços residenciais. Em apenas um caso, a Secretaria de Segurança garante não ter sido possível comprovar o endereço da vítima.
Estima-se que a metade das pessoas assassinadas perdeu a vida depois de ser ferida com arma de fogo. Seis mortes ocorreram entre 19h e 7h. Os homens representaram 83% das vítimas. O dado aponta ainda que 60% tinham idade entre 18 e 32 anos, 67% possuiam antecedente criminal ou estavam em cumprimento de prisão domiciliar. Entre as vítimas está um adolescente. O jovem foi morto dentro de casa, no Setor Sul do Gama.
Ceilândia ocupou a primeira posição no ranking, com quatro homicídios. Santa Maria levou a segunda colocação, com dois casos, seguida por São Sebastião, Guará, Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. Na contramão da violência, surgem o Cruzeiro e a Candangolândia com 11 meses sem homicídio, e o Varjão, com nove.
O secretário-adjunto de Segurança Pública, Jooziel de Melo Freire, garante que o novo mapeamento mostra índices que vêm sendo combatidos ao longo do lançamento do programa Ação pela Vida, com o avanço positivo na redução da violência.