Da área total do bairro, apenas 29% (313 hectares) serão destinados a prédios, infraestrutura, serviços e equipamentos urbanos. As quadras residenciais terão dez ou 11 projeções, isto é, lotes que podem ser totalmente ocupados por prédios. Cada edifício terá seis andares – mesmo padrão arquitetônico das superquadras do Plano Piloto. No caso das quadras comerciais, serão oito ou nove projeções e as construções devem ter térreo e um pavimento, assim como no Sudoeste.
Apesar de tantos limitadores, cabe à construtora, que pagou pelo terreno, acertar – respeitando os padrões pré-estabelecidos – como será a divisão dos apartamentos por andar. Em hipótese, pode-se construir um prédio com quatro portarias e dois apartamentos de quatro quartos por portaria, com resultado de 48 apartamentos. Ou ainda, o mesmo prédio com quatro apartamentos de um quarto por portaria, o que daria um total de 96 apartamentos.
O superintendente do Iphan, Alfredo Gastal, acredita que só o GDF poderia afixar normas limitadoras ao número de apartamentos, já que o instituto não pode fazê-lo.
Reforma
“Eu assisti várias exposições do Zimbres (arquiteto idealizador do Noroeste) e nunca ouvi falar em prédios de um quarto ou quitinetes. Isso é um absurdo em termos de urbanismo”, afirma Alfredo Gastal. “Precisa ocorrer uma reforma séria na cidade. Ela precisa de um administrador sério e de uma mão muito forte que pare de se preocupar só com as belezas da cidade e comece a se preocupar com o urbanismo, a arquitetura de qualidade e a ‘metropolização’ do DF”, conclui.
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