O Governo do Distrito Federal (GDF) encerrou, nesta terça-feira (22), as atividades do abrigo provisório contra o frio localizado na Asa Sul, após dois meses de funcionamento e mais de 6,6 mil acolhimentos a pessoas em situação de rua. Como parte da ampliação das ações de assistência, a área central de Brasília contará, ainda este mês, com o primeiro hotel social do Distrito Federal — uma estrutura inédita no país, que ofertará 200 vagas para pernoite e também receberá animais de estimação.
O abrigo provisório funcionava diariamente, das 19h30 às 6h, no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul. Com capacidade para até 110 pessoas, os portões fechavam às 22h ou antes, conforme a lotação. Durante a estadia, os acolhidos recebiam jantar, café da manhã, colchões, cobertores limpos, banho quente, kits de higiene e roupas arrecadadas pela Campanha do Agasalho Solidário — iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais, idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha.
Além dos cuidados básicos, a unidade ofereceu atendimentos socioassistenciais e contou com tendas da Defesa Civil para acolhimento específico de crianças e mulheres. Os dados do período apontaram crescimento na procura por proteção: entre 1º e 20 de julho, o número de mulheres acolhidas aumentou 16% em comparação ao mês anterior; já o atendimento a idosos subiu 21%.
Para o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, o encerramento do abrigo marca o início de uma nova etapa nas políticas públicas distritais. “O abrigo cumpriu seu papel durante o período mais crítico do frio, e agora avançamos com uma estrutura inédita no país: o primeiro hotel social que acolhe não só pessoas, mas também os animais de estimação de quem vive nas ruas”, destacou Rocha, que também coordena a Política Distrital para a População em Situação de Rua.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou que a experiência do abrigo reforçou a importância do acolhimento digno e humanizado. “O Hotel Social dá continuidade a essa estratégia — agora com estrutura permanente e serviço qualificado — e representa mais uma entrega do Plano Distrital para a População de Rua”, disse. Segundo ela, a iniciativa inaugura uma nova porta de entrada para o desenvolvimento social, “que começa, muitas vezes, com uma cama limpa, um cobertor seco e alguém que chame pelo nome”.
Campanha do Agasalho triplica meta inicial
No mesmo período, o GDF também promoveu a Campanha do Agasalho Solidário 2025, coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais. A ação arrecadou mais de 34 mil itens — superando em mais de três vezes a meta inicial de 10 mil doações. O encerramento foi marcado pela entrega simbólica de 200 cobertores e 200 kits de alimentos da campanha Solidariedade Salva.
As campanhas integraram um pacote de ações emergenciais que buscou reduzir os efeitos do frio para a população vulnerável, reforçando o compromisso do GDF com políticas de acolhimento e dignidade.
Com informações da Agência Brasília