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Brasília

Abortivos representam grave problema de saúde pública

Arquivo Geral

07/07/2010 8h27

Carlos Carone e
Francisco Dutra

carone@jornaldebrasilia.com.br; francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Mais do que um dilema moral, a prática ilegal do aborto também é um grave problema de saúde pública. Números do Ministério da Saúde revelam que a cada hora 21 mulheres buscaram o Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar procedimentos médicos pós-aborto, a chamada curetagem, ao longo do ano passado, em todo Brasil. Tantos atendimentos resultaram num gasto aos cofres públicos de R$ 37,2 milhões. Com essa quantia o Governo Federal poderia, por exemplo, investir na construção de 1,2 mil moradias, considerando que uma casa popular custa R$ 30 mil. 

 

E a conta fica ainda mais “amarga” aos cofres públicos observando os gastos dos últimos sete anos. Entre 2008 e 2009, foram registrados os maiores gastos com a realização de procedimentos médicos pós-aborto. Somados, os valores chegam à R$ 75,5 milhões. Desde 2003, os valores vêm aumentando gradativamente. Para se ter uma ideia, os números relacionados às curetagens custaram aos cofres públicos R$ 28,9 milhões, passando no ano seguinte a R$ 35 milhões.

 

Apesar do aumento dos gastos, nos últimos cinco anos, o ministério informou que houve um aumento sistemático na distribuição de métodos contraceptivos reversíveis, como anticoncepcionais, camisinhas e Dispositivo Intra Uterino (DIU). Essa dinâmica resultou em queda no número de procedimentos pós-aborto realizados na rede pública do País. Em 2004 foram realizadas 241 mil curetagens, contra 183 mil no ano passado. Trata-se de uma queda de 24%.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (7) do Jornal de Brasília.

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