Carlos Carone e
Francisco Dutra
redacao@jornaldebrasilia.com.br
O comércio criminoso do aborto corre solto no Distrito Federal. A venda de abortivos proibidos por lei, como o Cytotec, ocorre em plena luz do dia nos estacionamentos da Feira dos Importados, a poucos quilômetros do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Homens, que se fazem passar por guardadores de carros, cobram caro por quatro comprimidos da droga, antigamente usada para o tratamento de úlcera e que provoca fortes contrações. As cartelas custam até R$ 800.
Durante uma semana mergulhada no esquema que movimenta o comércio de abortivos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a equipe de reportagem do Jornal de Brasilia identificou pontos de venda muito bem camuflados. O trabalho e os flagrantes realizados pela reportagem foram feitos com o conhecimento da Delegacia do Consumidor (Decon) e do Ministério Público.
Em Ceilândia Centro, algumas farmácias mantêm um esquema velado para a transação. Quase sempre, um balconista possui conexões com fornecedores. Mediante a encomenda, ele deixa o estabelecimento comercial para pegar o abortivo. A compra nunca ocorre perto das farmácias. O dinheiro costuma ser entregue na praça central, próxima da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro). Os preços variam de R$ 300 a R$ 500 pelos quatro comprimidos necessários para realizar o aborto.
Leia mais na edição desta segunda-feira (05) do Jornal de Brasília.