Fabiana Mendes
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O Aeroporto Juscelino Kubitschek abriga 11 carcaças de aviões há, pelo menos, oito anos. Eles são, em sua maioria, de empresas aéreas que decretaram falência – quatro da Vasp e sete da Transbrasil. Esse cemitério de aviões, além de deixar um aspecto feio, tem um custo médio diário de estadia de R$ 1,2 mil.
Mas o problema deve acabar até o final de 2011, graças ao Programa Espaço Livre, a ser lançado hoje pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O programa pretende dar um novo destino aos aviões que foram apreendidos pela Polícia Federal, aos que têm problemas judiciais e até mesmo àqueles que foram abandonados.
As primeiras aeronaves a serem removidas serão as do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria do CNJ, Marlos Augusto Melek, em Brasília, a retirada deverá iniciar no mês de abril. “Nosso objetivo é liberar espaço, que poderá servir para amenizar os problemas de infraestrutura dos aeroportos.” Os aviões serão desmontados e depois encaminhados a um local adequado por caminhões do Exército, onde ficarão empilhados e longe da observação pública. Há a possibilidade de venda de peças separadamente, a preços simbólicos, e destinação de algumas aeronaves a museus, como o Asas de um Sonho, que fica em São Paulo. O custeio dessa remoção deverá ser feito pela Infraero, que terá como retorno o espaço utilizado pelas carcaças.
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