Júlia Carneiro, com agências
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Os relógios devem ser atrasados em uma hora na madrugada de hoje, devido ao término do horário de verão. Se por um lado muitos comemoram a hora extra de sono, outros reclamam que o corpo já estava acostumado com uma hora a mais de sol. Com o uso cada vez maior de aparelhos eletrônicos – inclusive entre as classes mais baixas –, cidadãos se perguntam se a economia de energia durante esse período é significativa o suficiente para desencadear tantas mudanças no organismo de quem acorda cedo.
No decorrer do horário de verão, iniciado em 21 de outubro, a CEB registrou uma redução da demanda máxima por energia no horário de pico, das 18h às 21h, de 4%. A redução total de consumo foi de 0,4%, o equivalente a 30% do necessário para alimentar uma cidade como Brazlândia no mesmo período. Em 2011, a redução da demanda no horário de pico foi de 3,5% e a redução do consumo também foi de 0,4%.
A quantidade economizada pode parecer insignificante para os que não gostam de acordar mais cedo, mas para o professor de economia na UnB, Vander Lucas, não deixa de ser uma poupança. “Essa tradição existe há décadas porque nos países que têm um posicionamento geográfico e características climáticas e sazonais propícias, você consegue controlar o fuso horário para afetar o comportamento das pessoas. As pessoas voltam para casa mais cedo, e o consumo de energia diminui tanto no setor privado e industrial quanto nas residências”, explica Vander.
Vander acredita que a mudança no padrão de consumo é ainda mais benéfica no caso do Brasil nos últimos anos, com o crescimento das classes média e baixa, aumentando o consumo de energia das cidades. “O importante é haver um equilíbro de consumo de energia nos diferentes setores”, conclui.