Apesar do elevado índice de domicílio permanente, order o de domicílio “próprio/quitado” varia de 54, seek 1% em Santa Maria e 31, buy information pills 2% no Paranoá. E esse índice pode ser considerado previsível se levada em consideração a idade dessas localidades, porém indicando alto grau de dependência documental dos imóveis.
Ressalta-se o baixo índice da categoria “próprio em terreno não legalizado”, tendo como maior registro o Varjão (23,1%), Paranoá (15,2%), Planaltina (8,5%), São Sebastião (2,8%) e nenhum registro em Santa Maria. Planaltina se destaca por ter alto índice (25,6%) de domicílios “próprio em assentamento/invasão”.
Chama atenção a quantidade dos domicílios alugados (33,1%), tendo o Paranoá o maior percentual de domicílios nesta categoria, seguido de São Sebastião (24,5%), Santa Maria (24%), Varjão (20,7%) e Planaltina (15,6%) de domicílios alugados. Esse retrato indica a necessidade de políticas públicas adequadas, principalmente por serem famílias de baixa renda. Somando a estes, aqueles que são “cedidos”, possuem percentuais bastante expressivos, caracterizando mais ainda a falta de habitações para essa população. Com esta inclusão, o Paranoá continua sendo o maior representante, com 47,4%, seguido por Santa Maria (34,9%) e São Sebastião (33,6%). Até o Varjão, que possui a mais baixa renda, tem 25,5% dos seus domicílios alugados/cedidos.
Observa-se também a alta participação relativa de moradores que não possuem imóvel. Confirmando as informações anteriores, no Paranoá (45,5%) está o maior número de famílias nesta condição, seguido por Planaltina (40,7%), Santa Maria e São Sebastião, com praticamente o mesmo percentual, 34,1% e 33,5%, respectivamente, ficando Varjão com 26,4%. Isso vem corroborar com as afirmações da quantidade de indivíduos que esperam por uma moradia própria, reforçando a necessidade de políticas para esta classe da população.
O registro de domicílio com ”escritura definitiva” tem a sua mais alta representatividade em Santa Maria (47,2%) e a menor em Planaltina com 7,5%. Chama atenção a “concessão de uso” em todas as localidades, entre 64,5% no Varjão e 4,5% em Planaltina. Esta informação caracteriza a aplicação da política de governo intensificada nos assentamentos.
Razoável percentual de domicílios adquiridos ou construídos com recursos “próprios” indica a disposição e o esforço das famílias, que apesar da baixa renda, conseguem construir suas residências, demonstrando o valor que representa para as mesmas a posse da casa própria. Observa-se o baixo índice de financiamento para a aquisição do imóvel. Por outro lado, verifica-se o expressivo registro na condição de “doados”, chegando a mais de 72% no Varjão, 41,8% e 41,1%, respectivamente, em Santa Maria e no Paranoá, o que sinaliza programas habitacionais adotados pelo governo.
Casas de alvenaria
Quanto ao material utilizado para a construção dos domicílios, verifica-se que a grande maioria foi construída em “alvenaria”. Mesmo no caso do Varjão, que apresenta o menor percentual (72,7%), ainda assim é expressivo se for levado em conta o nível de renda das famílias ali residentes. Nas demais localidades, todas registraram quantidade elevada de construção em “alvenaria”, entre 91,5% e 99,3%, inclusive as “paredes externas e internas” acima de 72% no Varjão, destacando Santa Maria (97,5%) de domicílios construídos com esse tipo de material.
Embora elevado o índice das construções com tal padrão, registrou-se o uso de “material reaproveitado” em três das localidades pesquisadas, destacando-se o Varjão no nível mais alto de precariedade nas construções com uso daquele tipo material (12,4%), e ainda mais 8,3% utilizando “madeirite”. Essa característica registra a baixa condição de habitabilidade das famílias.
Na composição dos materiais empregados na construção dos domicílios, observou-se forte utilização de “cerâmica” nos pisos praticamente em todas elas, pois no Varjão, cidade de mais baixa renda, 33,9% dos seus domicílios utilizaram esse tipo de material. Porém, no item “contra piso” desta localidade, o índice foi elevado (51,2%). Nas demais localidades a utilização da cerâmica variou entre 35% e 49%.
Registra-se ainda a altíssima utilização da telha ”fibrocimento/amianto” na cobertura das residências. O Paranoá (93,7%) foi a localidade com maior uso desse material, ficando todas as demais acima de 85,3%. Já o uso de “telhado de cerâmica com laje” teve registro inexpressivo, com 2,8% em São Sebastião.
Verificam-se nas localidades pesquisadas comportamento semelhante quanto ao número de cômodos dos domicílios. Em todas elas foi registrado maior percentual entre 5 e 8 cômodos por residência com mais de 53% (Varjão). Esta foi também a cidade que registrou o maior índice dos domicílios (46,3%) que possuem entre 1 e 4 cômodos, demonstrando mais uma vez a fragilidade financeira daquelas famílias. Com 9 a 12 cômodos, São Sebastião (4,2%) sobressai sobre as demais. Este resultado vem comprovar a forte correlação entre o tamanho da residência e a renda domiciliar.
Observa-se que em todas as regiões pesquisadas mais de 83% dos domicílios possuem apenas 1 sala, o que se pode se considerar previsível. Foi registrado que em todas elas também existem domicílios com nenhuma sala, com destaque para Planaltina e Varjão, com 16,1% e 14,9%, respectivamente. Sobre o número de dormitórios, a predominância é de domicílios com 2 em todas elas, embora o registro sobre aqueles com 3 ou mais também seja bastante representativo, com destaque para Santa Maria (31,5%).
Quanto ao total de banheiros por domicílio, o registro preponderante foi para aqueles que possuem apenas 1 banheiro, com mais de 82% em Santa Maria, que também é a que possui maior número de domicílios com 2 banheiros. Verifica-se que nas localidades de Paranoá, Santa Maria, São Sebastião e Varjão ainda existem domicílios que não possuem banheiro, caracterizando mais uma vez a precariedade habitacional em parte das famílias dessas localidades. O cômodo “cozinha” nem sempre está presente em todos os domicílios. No Paranoá, Varjão e São Sebastião 13,4%, 10,7% e 7,0%, respectivamente, não possuem tal cômodo. Quanto à existência de garagem, em razão da baixa renda é pouco representativa a existência desse cômodo principalmente no Varjão, onde apenas 13,2% dos domicílios o possuem.
Observa-se o destaque de domicílios com área entre 41 a 60m2, variando entre 30,2% em Santa Maria e 48,3% no Paranoá e entre 61 e entre 21 e 40m2, congrega o maior número de domicílios. Somadas as duas categorias, verifica-se que entre 45,7% e 80,4% são domicílios com área de 41 a 90m2, o que se pode considerar como área aceitável, em domicílios de baixa renda e tamanho médio das famílias com 4 membros.