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Brasília

A juventude do DF no mercado de trabalho 

Dados analisados pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelam um aumento na participação dos jovens no mercado de trabalho do DF em 2024. 

Amanda Karolyne

18/09/2025 18h55

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A movimentação da juventude no mercado de trabalho em 2024 foi de 69.3% de jovens trabalhando ou procurando emprego. Índice superior ao de 2023 (67,9%). Esses dados fazem parte do Boletim Juventude e Mercado de Trabalho, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ainda de acordo com a análise, a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 29 anos foi de 28,7%. 

Lucia Garcia, coordenadora do Dieese, explicou que o segmento da juventude é bastante importante. Segundo ela, a delimitação da juventude está entre 15 e 29 anos. “Esses indivíduos são pessoas buscando a autonomia econômica e sua colocação social e política para serem e adentrarem o mundo dos adultos”, afirmou. 

O boletim que é tipicamente divulgado em agosto, devido ao mes da juventude, foi excepcionalmente lançado em setembro deste ano. No estudo, foi verificado esse aumento da participação da juventude no mercado de trabalho, que é o grupo que está puxando a força da geração de trabalho no DF, como destacou Lucia.  

Por faixa etária, a taxa de participação dos adolescentes em 2024 aumentou para 31,2%, ao comparar com os dados de 2023 (27,9%). Já a taxa de desemprego para essa idade ficou em cerca de 65,8% (74,1%). Para a faixa de 18 a 24 anos, a participação foi de 72,5 % (71,1% em 2023), com 30,4% na taxa de desemprego  (32,2% em 2023). Para os jovens adultos (25 a 29 anos, o registro de participação registrou 86,6% em 2024 (86,1% em 2023), se estabilizando, assim como mostram os registros da taxa de desemprego de 18,9% em 2024 estabilidade na taxa de desemprego (18,1% em 2023). 

Outro dado que o estudo revelou, foi o fortalecimento do trabalho assalariado entre os jovens, com 81,3% das inserções nessa modalidade. O que gerou um aumento de mais de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. Desse grupo, 51,8% faz parte do setor privado com carteira assinada, já 11,7% eram estagiários ou aprendizes. No setor público, os jovens representam 6,9%.

A análise também apontou o nível de ocupação juvenil, com um registro que apontou crescimento de 3,3% em relação a 2023, com destaque para os jovens de 18 a 24 anos, que tiveram aumento de 5,6%. Mais de 91% dos jovens no DF estavam ocupados, principalmente nos setores de serviços e comércio: o primeiro concentrando 68,4% dos postos, enquanto no comércio e reparação as vagas ocupadas somadas davam 23,4%. Na construção, os jovens ocuparam 4,1% das vagas.

Ainda segundo dados analisados pelo boletim, o rendimento dos jovens com idade entre 18 a 24 anos alcançou R$ 2.483 (1,5%), enquanto a remuneração média do segmento entre 25 a 29 anos se manteve relativamente estável em R$ 3.201. O rendimento médio por hora foi de R$ 14,50, para os jovens de 18 a 24 anos, chegou a R$ 11,71 e para os jovens adultos a média foi de R$18,24.

O estudo também catalogou a porcentagem dos jovens em relação a situação de estudo, trabalho e procura de trabalho: 35,2% dos jovens não estuda, mas trabalha, 22,9% só estuda e 14,2% faz as duas atividades. Em proporções gerais, 45% dos jovens estudam, 49,4% trabalham e 19,8% procuram emprego. Além desses números, o estudo aponta que 4,6% estão sem trabalho remunerado e sem escola e 3,2% não estudam, mas estão em trabalhos não remunerados. 

Além disso, o estudo também apontou o crescimento da formalização da juventude nos últimos dois anos, com um aumento de 7,8% no número de jovens com carteira assinada no setor privado. Houve uma queda de 7,3% no contingente sem registro profissional. A participação de estagiários e aprendizes alcançou o índice de 17,6%. 

João Pedro Dias, do IPEDF, destacou que esses dados são muito ricos e podem ser utilizados para criar novas ou melhorar as iniciativas e políticas públicas que já existem no DF hoje em dia. Ele apontou para os dados de taxa de participação de homens e mulheres dentro da juventude. Destacando que para os adolescentes os valores estão muito próximos, de 32% e 30,5% para as mulheres. 

Mas à medida que vai para os jovens de 18 a 24 anos isso começa a se distanciar e dos jovens adultos a taxa já é muito próxima. “Praticamente 9 em cada 10 dos homens estão inseridos no mercado de trabalho, mas é de 81,1% no caso das mulheres jovens adultas”. Para ele, dá para observar que existe essa possibilidade e vontade da inserção no mercado de trabalho, mas por motivos que outros boletins e estudos mostram, ocorre o afastamento da participação das mulheres no mercado de trabalho. 

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