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Brasília

A conquista da mulher se faz no dia a dia

Arquivo Geral

08/03/2014 7h00

A igualdade de gêneros ainda é utópica, ao menos  no quesito mercado de trabalho. As mulheres, apesar de serem maioria  entre a população do DF – mais de 1,4 milhão, segundo o IBGE -, ainda ocupam menos vagas de trabalho e têm salários, em média, inferiores aos dos homens. Mas hoje,   Dia Internacional da Mulher, a segunda de três reportagens do JBr.    mostra exemplos de brasilienses que quebram paradigmas e ilustram que o cenário na capital muda gradativamente. 

Os dados mais recentes da Companhia de Planejamento (Codeplan), de 2011, apontam que apenas um terço dos empregos formais é preenchido por pessoas do sexo feminino, e elas ganham cerca de 30% a menos que   os colegas.  “É uma herança cultural. Nos últimos 50 anos as mulheres têm ocupado todos os postos de trabalho e ascendido socialmente. Mas ainda estamos longe do ideal”, observa a coordenadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher (Ipam), Tânia Fontenele. 

Escolaridade

Ela aponta, ainda, para a escolaridade elevada delas em comparação a eles. No Distrito Federal, em 2012, por exemplo, o número de concluintes do Ensino Médio do sexo feminino foi quase 10% maior que os homens. 

Como há grande oferta de cargos públicos na capital, Tânia acredita que mais e mais mulheres tenham ocupado posições de destaque por estarem realmente bem qualificadas profissionalmente, e não por terem recebido chances extras ou algo do tipo.

Diversas possibilidades

Os exemplos desta reportagem são de mulheres que não cederam ao estereótipo feminino que se resumia à dona de casa. Mantiveram suas convicções para seguir nas profissões e na vida por completo. Podem ser mães e trabalhadoras, esposas e cervejeiras, e, por que não, também responsáveis pela ordem no lar. Para especialistas, o panorama ideal será quando a igualdade de gêneros  não precisar mais ser apontada, mas   algo que as pessoas simplesmente constatem.
 
“Espero que futuramente não precisemos de dia da mulher, negro, índio…”, define a especialista Tânia Fontenele. E, para ela, esse dia pode chegar em breve. Até lá, a responsabilidade é geral. “ As pessoas têm que saber que certas situações não podem ser admitidas, como discriminação salarial e certos apelidos”, resume.
 
*leia o restante da reportagem em nossa edição digital

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