
A igualdade de gêneros ainda é utópica, ao menos no quesito mercado de trabalho. As mulheres, apesar de serem maioria entre a população do DF – mais de 1,4 milhão, segundo o IBGE -, ainda ocupam menos vagas de trabalho e têm salários, em média, inferiores aos dos homens. Mas hoje, Dia Internacional da Mulher, a segunda de três reportagens do JBr. mostra exemplos de brasilienses que quebram paradigmas e ilustram que o cenário na capital muda gradativamente.
Os dados mais recentes da Companhia de Planejamento (Codeplan), de 2011, apontam que apenas um terço dos empregos formais é preenchido por pessoas do sexo feminino, e elas ganham cerca de 30% a menos que os colegas. “É uma herança cultural. Nos últimos 50 anos as mulheres têm ocupado todos os postos de trabalho e ascendido socialmente. Mas ainda estamos longe do ideal”, observa a coordenadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher (Ipam), Tânia Fontenele.
Escolaridade
Ela aponta, ainda, para a escolaridade elevada delas em comparação a eles. No Distrito Federal, em 2012, por exemplo, o número de concluintes do Ensino Médio do sexo feminino foi quase 10% maior que os homens.
Como há grande oferta de cargos públicos na capital, Tânia acredita que mais e mais mulheres tenham ocupado posições de destaque por estarem realmente bem qualificadas profissionalmente, e não por terem recebido chances extras ou algo do tipo.