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Brasil

85% das pessoas com problemas mentais não têm tratamento

Arquivo Geral

23/06/2009 0h00

Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofrem de problemas mentais no mundo, pilule mas o acesso à saúde é precário. No Brasil, this site a média é de um a cinco médicos especializados para cada 100 mil habitantes. Como agravante, price a demanda para esses serviços é difícil de ser estimada. Para especialistas, é preciso que haja uma transição do atendimento manicomial para um modelo de assistência comunitária.


Dez por cento desses pacientes, por exemplo, sofrem de depressão. Mas, segundo Benedetto Saraceno, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de depressão aumentam significativamente quando associados a outras doenças, como o câncer. “Temos um problema de acesso à saúde mental, de qualidade de tratamento e de respeito aos direitos humanos”, avaliou. Segundo pesquisa da OMS em 2004, 85% das pessoas com problemas mentais graves não têm acesso a tratamento.


Especialistas discutiram sobre saúde mental no Brasil e no mundo, durante a conferência Reforma Psiquiátrica no mundo: o desafio do acesso ao tratamento. O diretor da OMS apresentou recomendações da organização para orientar a reforma da saúde mental no Brasil. Segundo Benedetto, é preciso desmistificar a doença mental e combater o preconceito; envolver a comunidade, familiares e amigos no tratamento do paciente e assegurar a disponibilidade de medicamentos gratuitos. Além disso, deve-se investir num tratamento primário, ou seja, o paciente deve ser atendido e acompanhado antes que se encontre em momentos de crise.


Brasil
Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos oito anos o Sistema Único de Saúde (SUS) se tornou o principal meio de atendimento e campo de trabalho na área. Hoje, no país, há cerca de 30 mil profissionais atuando na área de saúde mental. Em 2002, cerca de 21% da população tinha acesso aos serviços na área. Em 2008, a porcentagem cresceu para 55%. Ainda assim, os números são insatisfatórios. “Continuamos com um acesso insuficiente para a demanda da população e temos a necessidade de ampliar a rede de atendimento”, disse o coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.


Para o diretor, é necessário esclarecer a população sobre o tema. “Temos barreiras para implementar uma saúde mental descentralizada, organizada de maneira comunitária. Isso acontece porque as pressões sempre são para a criação de serviços no modelo da internação e modelo psiquiátrico”, afirmou.


Os especialistas defenderam a necessidade de extinguir o tratamento com internação em manicômios. Segundo o professor do Instituto de Psicologia Ileno Izídio da Costa, é papel da universidade conscientizar os futuros profissionais da saúde e, com a pesquisa, orientar políticas públicas. “A saúde mental não é só uma doença. É o sofrimento de um indivíduo que está inserido num contexto social. Precisamos de mais serviços, um tratamento dentro da comunidade, com uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais”, afirmou.

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    85% das pessoas com problemas mentais não têm tratamento

    Arquivo Geral

    23/06/2009 0h00

    Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofrem de problemas mentais no mundo, sick mas o acesso à saúde é precário. No Brasil, case a média é de um a cinco médicos especializados para cada 100 mil habitantes. Como agravante, sick a demanda para esses serviços é difícil de ser estimada. Para especialistas, é preciso que haja uma transição do atendimento manicomial para um modelo de assistência comunitária.


    Dez por cento desses pacientes, por exemplo, sofrem de depressão. Mas, segundo Benedetto Saraceno, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de depressão aumentam significativamente quando associados a outras doenças, como o câncer. “Temos um problema de acesso à saúde mental, de qualidade de tratamento e de respeito aos direitos humanos”, avaliou. Segundo pesquisa da OMS em 2004, 85% das pessoas com problemas mentais graves não têm acesso a tratamento.


    Especialistas discutiram sobre saúde mental no Brasil e no mundo, durante a conferência Reforma Psiquiátrica no mundo: o desafio do acesso ao tratamento. O diretor da OMS apresentou recomendações da organização para orientar a reforma da saúde mental no Brasil. Segundo Benedetto, é preciso desmistificar a doença mental e combater o preconceito; envolver a comunidade, familiares e amigos no tratamento do paciente e assegurar a disponibilidade de medicamentos gratuitos. Além disso, deve-se investir num tratamento primário, ou seja, o paciente deve ser atendido e acompanhado antes que se encontre em momentos de crise.


    BRASIL – Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos oito anos o Sistema Único de Saúde (SUS) se tornou o principal meio de atendimento e campo de trabalho na área. Hoje, no país, há cerca de 30 mil profissionais atuando na área de saúde mental. Em 2002, cerca de 21% da população tinha acesso aos serviços na área. Em 2008, a porcentagem cresceu para 55%. Ainda assim, os números são insatisfatórios. “Continuamos com um acesso insuficiente para a demanda da população e temos a necessidade de ampliar a rede de atendimento”, disse o coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.


    Para o diretor, é necessário esclarecer a população sobre o tema. “Temos barreiras para implementar uma saúde mental descentralizada, organizada de maneira comunitária. Isso acontece porque as pressões sempre são para a criação de serviços no modelo da internação e modelo psiquiátrico”, afirmou.


    Os especialistas defenderam a necessidade de extinguir o tratamento com internação em manicômios. Segundo o professor do Instituto de Psicologia Ileno Izídio da Costa, é papel da universidade conscientizar os futuros profissionais da saúde e, com a pesquisa, orientar políticas públicas. “A saúde mental não é só uma doença. É o sofrimento de um indivíduo que está inserido num contexto social. Precisamos de mais serviços, um tratamento dentro da comunidade, com uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais”, afirmou.

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