O impasse continua entre a Coopatram e os funcionários da cooperativa que fazem as linhas Planaltina/Arapoangas e Planaltina/Vale do Amanhecer. Na tarde de ontem, em reunião na frente da garagem da Coopatram, os grevistas resolveram manter a paralisação. A consequência é que os cerca de 80 mil passageiros de ônibus usuários das duas linhas vão permanecer sem transporte.
Com a greve, os passageiros têm que buscar alternativas. “Tenho que pegar um ônibus a mais para ir e outro para voltar. Preciso ir até Planaltina para conseguir pegar ônibus até o Plano Piloto. Tenho que gastar R$ 4 a mais por dia. É isso ou faltar ao trabalho”, disse o passageiro Edilson Guedes.
Em algumas ocasiões os passageiros têm que cancelar seus compromissos no Plano Piloto por falta de transporte. A população compreende a situação dos rodoviários, mas quer a volta dos ônibus. “Eles têm razão de lutar pelo salário deles, mas os passageiros estão sofrendo. Essa semana eu precisei faltar minhas aulas na faculdade”, explicou a estudante Jaqueline Portugal.
Quem necessita pegar ônibus depois das 22h fica ainda mais prejudicado. “Eu tenho que sair da minha aula em Brasília às 22h45 e ainda vir para cá. Por não ter ônibus direto para o Vale do Amanhecer, onde eu moro, eu teria que ir andando de Planaltina até lá. Além de ser longe para ir a pé, o caminho é muito perigoso e tem locais escuros”, acrescentou Jaqueline.
Com a paralisação dos rodoviários da Coopatram, os carros que fazem transporte pirata aproveitaram para lucrar com os passageiros sem opção de locomoção. “Eu não pego lotação, mas tem muita gente que para não ficar sem transporte acaba fazendo isso. Cobram cerca de R$ 10 para levar até o Plano Piloto.”, contou Edilson de Souza.
De acordo com o passageiro, os recursos para o pagamento de salários dos funcionários não deveriam faltar. “Os ônibus aqui estão sempre lotados e devem faturar bem.”
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