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Brasília

73 mil jovens estão fora do mercado e da escola no DF

Arquivo Geral

07/12/2012 7h42

Soraya Sobreira

soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Eles não trabalham nem estudam. Esta é condição de 73 mil jovens brasilienses com idades entre 15 e 29 anos, que representam  8,7% do total de inativos da capital do País. Os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelam que este cenário tem apresentado crescimento no Distrito Federal. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) mostra que atualmente são 836 mil pessoas sem ocupação. Em 2000, o total de inativos era de 592 mil – destes, 56 mil eram jovens desta faixa etária. Ou seja, em dez anos, houve alta de 30,35%.

 

Para especialistas, os números são preocupantes, uma vez que muitos destes jovens deveriam estar inseridos na População Economicamente Ativa (PEA). “Ao avaliar a população em um universo mais reduzido, de 18 a 25 anos, também percebemos um aumento do ócio. Há uma representação de 5,3% no total de inativos, ou seja, 44 mil pessoas”, explica Adalgiza Lara Amaral, coordenadora da PED pelo Dieese. Em 2010, eram 39 mil jovens, o que soma 5% do total.

 

Luciano Santos, 18 anos, parou de ir à escola ainda na 5ª série, mas também não recorreu ao mercado de trabalho. Ele confessa ter ficado desestimulado a continuar a assistir as aulas. “E nem penso ainda em voltar”, dispara. Quanto ao trabalho, o tempo máximo que permaneceu  empregado foi um mês, como gesseiro. “Saí porque recebia pouco, cerca de R$ 40 a diária”, diz. O jovem reclama de falta de qualificação profissional.

 

As proporções nacionais são ainda maiores, como destaca a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Em dez anos, os jovens nestas condições aumentaram em 708 mil pessoas. O percentual passou de 16,9% para 17,2% dos 15 aos 29 anos.

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