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Brasília

64% das ambulâncias no DF estão em estado deplorável

Arquivo Geral

12/09/2010 9h42

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Cadeiras quebradas, falhas mecânicas, desconforto e até falta de macas. Quem depende de ambulâncias da rede pública do Distrito Federal para ser transportado até uma unidade de saúde pública deve se preparar para conviver com esses empecilhos no trajeto. O grande problema é que quase 64% da frota de ambulâncias é velha, e devido ao uso contínuo não há tempo para manutenção. E para os que apresentam um quadro clínico de risco, o melhor a fazer é chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pois as ambulâncias dos hospitais não possuem infraestrutura para dar suporte à casos graves.

 

Foi o que admitiu a Assessoria de Imprensa do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Contando com apenas três ambulâncias, o Hospital só transporta pacientes que estejam conscientes, e mesmo para atender esses casos, os profissionais de saúde recorrem a uma série de improvisos para dar conta do recado. “A gente costuma brincar que somos artistas, daqueles bem criativos, pois só mesmo usando a criatividade é que a gente consegue fazer o transporte dos pacientes com segurança”, disse um funcionário que não quis se identificar. “Meu casaco já foi travesseiro, cobertor e até cinto de segurança”, conclui.

 

Mas esses não são os únicos problemas. Para um outro funcionário, que também optou por ter sua identidade preservada, o que acontece muito, e que é inadmissível na opinião dele, são as falhas mecânicas dos veículos. “Às vezes um paciente está passando muito mal, estamos correndo com ele para o hospital e a ambulância quebra. Não temos estrutura para cuidar do paciente na ambulância, aí temos que chamar uma outra para ir buscá-lo enquanto arrumamos o veículo”, informa o funcionário. “Um outro problema também é achar uma ambulância que esteja livre para fazer isso”, conclui o funcionário, que disse que pelo menos uma vez por semana precisa encostar o veículo com defeito. 

 

Leia mais na edição deste domingo (12) do Jornal de Brasília.

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