Ana Paula Andreolla
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Como se não bastasse a dor de perder um ente querido por um ato ou uma irresponsabilidade de outra pessoa, os familiares das vítimas de homicídio ainda sofrem outra violência: a espera para que a justiça seja feita. É assim que a psicóloga do Pró-Vítima, Lilian Marinho, descreve os danos que o impacto da demora processual causa nas 300 mil pessoas que aguardam pela Justiça do Distrito Federal.
Nesses 300 mil processos estão casos de homicídio, latrocínio, lesão corporal, estupro e vários outros que assinam a autoria de caráter criminal. Só os processos que tramitam no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) somam 80 mil.
Segundo a assessoria de imprensa do TJDFT, a maior dificuldade que a Justiça encontra para concluir um processo é a quantidade de processos a serem julgados. De acordo com a assessora, todos os dias são interpostas novas ações, a demanda de processos cresce e é grande o esforço do TJDFT em acompanhar esse ritmo.
Enquanto isso, os parentes daqueles que perderam a vida nas mãos de terceiros sofrem com a demora e as surpresas que aparecem durante toda a apuração judicial. É o caso do servidor público Franklin Corrêa da Costa, que no ano passado perdeu o filho Pedro Gonçalves da Costa, de 16 anos, vítima de atropelamento, numa faixa de pedestre na W3 Sul, por um jovem que dirigia em alta velocidade, supostamente embriagado.
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