A Operação Mecânica, organizada pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), sob o comando da delegada-chefe Martha Vargas, prendeu 17 membros de quadrilha de Goiás nesta quarta-feira (03). O grupo é formado por 21 pessoas, acusadas de praticarem crimes de estelionato em moradores de Brasília via telefone. Quatro estão foragidos.
Dos 17 identificados, sete são mulheres, oito são presidiários na cidade Aparecida de Goiânia, um é funcionário de uma empresa telefônica, e o último ainda não foi revelado à imprensa. 80 policiais civis partiram nesta madrugada para Goiânia, e ao chegarem, foram divididos em equipes que atuaram na capital, em Aparecida de Goiânia, Goianira e Senador Canedo. Os presos responderão pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha.
A investigação durou cinco meses e ajudou a descobrir o funcionamento do esquema. Primeiro, o funcionário da empresa de telefonia pegava os dados dos clientes e passava para os presidiários. Em seguida, eles iniciavam o golpe. Ligavam para a vítima e diziam que se tratava de um sobrinho distante que estava em viagem para fazer uma visita. Ele dizia que seu carro havia tido um defeito na estrada e que precisava de um mecânico. O golpista então, pedia que fosse feito um depósito para pagar o mecânico, alegando que devolveria o valor.
Logo depois era a vez das mulheres agirem. Elas davam o número da conta para os golpistas passarem para a vítima. Com o dinheiro depositado, a quadrilha se beneficiava e passava para outro golpe. Só na Asa Sul, cerca de 40 pessoas de classe média e alta foram lesadas. Asa Norte, Lago Sul, Park Way e Taguatinga também registraram vítimas.