Ana Paula Leitão
O consumo exagerado de bebidas alcoólicas é prática certa para muitos adolescentes nos fins de semana, quando a responsabilidade escolar diminui. Uma média de 14 menores são recolhidos toda sexta, sábado e domingo pela Vara da Infância e da Juventude. Em média, seis eventos são fiscalizados de sábado a domingo. No total, em 505 operações da VIJ no ano passado, 667 adolescentes foram recolhidos. Entre os principais motivos está a ingestão de álcool.
Atualmente, a Vara conta com uma equipe de 350 comissários de proteção do menor, escalados mensalmente para fiscalizar eventos e orientar jovens e ambulantes a não vender ou fornecer bebidas para menores, o que é considerado crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, com a pena de multa de dois a quatro anos de detenção.
Os adolescentes encontrados bebendo – ou em evento proibido para a faixa-etária – são levados para a VIJ e só podem sair com a presença dos pais, que assinam um termo de responsabilidade. O supervisor de apuração e proteção da VIJ, Marcos Barbosa, explica que na maioria das vezes os pais não sabem onde os filhos estão. “Muitos adolescentes dizem que vão dormir em casa de amigo”. Segundo ele, cerca de 70% dos adolescentes recolhidos são dos sexo masculino contra 30% do feminino, de faixa etária predominante entre 15 e 17 anos, a maioria de classe média e média alta.
O supervisor ressalta que a reincidência é rara quando o adolescente já foi recolhido pela Vara. Nos casos em que ele é encontrado consumindo álcool mais uma vez, a VIJ faz um acompanhamento preventivo do caso. “Assim, ele sente que está sendo monitorado”, aponta.
De acordo com Marcos, as festas de música baiana são as que apresentam mais problemas no DF. “A gente monitora sites de relacionamento, como o orkut, para descobrir festas regadas a àlcool organizadas por adolescentes, e também contamos com a ajuda de denúncias externas”.
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