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Brasil

PF caça 17 e bloqueia R$ 13,5 mi por desvios na compra de merenda escolar na PB

Agentes realizam 67 buscas em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados

Lindauro Gomes

Publicado

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 24, as Operações Famintos e Feudo, para investigar fraudes em licitações e superfaturamento de contratos relacionados à aquisição de merenda escolar para os municípios paraibanos de Campina Grande e Monteiro.

Agentes realizam 67 buscas em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados. Também são cumpridos 17 mandados de prisão em João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê.

As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região e pela Justiça Federal de Campina Grande, informou a PF. As operações são realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Cerca de 260 policiais federais e 16 auditores da CGU participam das ações.

Foi determinado ainda o bloqueio de R$ 13,5 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a Polícia Federal, o valor é uma estimativa preliminar do dano causado pelos desvios.

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A Operação Famintos tem o objetivo de desarticular esquema que teria fraudado, de 2013 até 2019, licitações e contratações em Campina Grande, com pagamentos vinculados a verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Já a Feudo apura os mesmos delitos envolvendo empresas que fornecem merenda escolar, mas na cidade de Monteiro, localizada a cerca de 300 km da capital paraibana.

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Os investigados podem responder pelos crimes de fraude em licitação, superfaturamento de contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão, indicou a Polícia Federal.

Segundo a PF, o nome da operação que mira desvios em Campina Grande, “Famintos” faz alusão “à voracidade demonstrada pelos investigados em direcionar as contratações para o grupo criminoso”. Já o nome da outra ação deflagrada nesta quarta-feira, “Feudo”, remete ao vínculo familiar entre os integrantes do grupo criminoso atuante em Monteiro, apontou a Policia Federal.

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Estadão Conteúdo




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