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Brasileiros são os que menos confiam em cientistas, indica estudo de centro americano

Levantamento foi realizado pelo Pew Research Center, centro de pesquisa americano, e é baseado em entrevistas com 32 mil pessoas de 20 países

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Foto: AFP
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Isabela Palhares
São Paulo, SP

O Brasil é o país com a maior proporção de pessoas que não confiam em cientistas. Um estudo publicado nesta terça (29) mostra que 36% dos brasileiros dizem ter pouca ou nenhuma confiança em pesquisadores científicos.

O levantamento foi realizado pelo Pew Research Center, centro de pesquisa americano, e é baseado em entrevistas com 32 mil pessoas de 20 países. A pesquisa foi feita antes do início da pandemia.

Na média global, 36% das pessoas disseram confiar muito nos cientistas, 40% às vezes e 17% pouco ou nada. No Brasil, só 23% disseram confiar muito e 36% às vezes.

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Depois dos brasileiros, os países com menor confiança são a Malásia (33% confiam pouco ou nada) e Taiwan (31%). Entre os que têm mais pessoas que dizem confiar muito está a Índia (59%), seguido de Austrália e Espanha (ambos com 48%).

Os brasileiros também são os que pior avaliam os avanços científicos nacionais em relação aos demais países. Só 8% dizem acreditar que a produção científica do Brasil é melhor que a do restante do mundo. Para 42% ela está na média mundial e abaixo para 41%.

Nos Estados Unidos e Reino Unido, 61% da população acredita ter a melhor produção científica do mundo ou acima da média global.

“A pesquisa apresenta um retrato global da opinião pública sobre o papel da ciência na sociedade. É importante identificarmos essas percepções agora que os desafios da pandemia do coronavírus lançam luz para questões como as vacinas, mudanças climáticas e desenvolvimento em inteligência artificial”, diz Cary Funk, diretor pesquisa em ciência e sociedade do centro.

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Mesmo com números abaixo da média global, os cientistas são os profissionais em que os brasileiros mais confiam. Depois deles, aparecem os militares (21% dizem confiar muito), jornalistas (12%), políticos (9%) e, por último, empresários (4%).

O estudo também identificou que, em geral, a confiança nos cientistas é maior entre as pessoas que se identificam politicamente como de esquerda do que com os de direita. O Brasil, no entanto, é o único país onde a posição política não altera a confiança.

A diferença é mais acentuada nos Estados Unidos, onde 62% das pessoas que se identificam como de esquerda afirmaram confiar muito nos cientistas. Entre as pessoas de direita, 20% dizem confiar muito. O mesmo foi verificado no Canadá, Austrália, Reino Unido, Alemanha, Itália, entre outros.

“Educação e ideologia política influenciam a forma como as pessoas enxergam os cientistas. As que têm mais anos de estudo e que se identificam politicamente como de esquerda expressam maior confiança nos cientistas”, diz o relatório.

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No Brasil, 16% dos que não concluíram o ensino médio dizem confiar muito nos cientistas. Entre os que concluíram essa etapa da educação, o número sobre para 31%.

A pesquisa entrevistou pessoas da Austrália, Brasil, Canadá, República Tcheca, França, Alemanha, Índia, Japão, Malásia, Holanda, Polônia, Rússia, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Esse é o primeiro levantamento do centro sobre a percepção pública internacional sobre produção científica.

As informações são da FolhaPress

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